"Deputados da bancada petista na Câmara comentaram nesta segunda-feira a morte do ex-ditador chileno, general Augusto Pinochet. Segundo parlamentares, a morte de Pinochet representa uma 'página vergonhosa virada na história do povo chileno e da humanidade'. Pinochet faleceu neste domingo (10) aos 91 anos devido a complicações cardíacas.
Para o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara, Pinochet foi o pior ditador de todos os tempos. 'Morreu ontem o pior ditador das ditaduras latino-americanas com base na doutrina de segurança nacional. Só lamento por ele não estar vivo para ser julgado pelos crimes que cometeu', disse.
Na avaliação do deputado Nilson Mourão (PT-AC) a morte do ditador marca o fim de um período que matou milhares de pessoas e interrompeu o processo democrático. 'Ele faz parte de uma geração de militares que interrompeu o processo democrático e de participação popular no Chile e na América Latina. Sua morte representa apenas uma página vergonhosa virada na história do povo chileno e da humanidade', avaliou.
De acordo com o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) a morte do ex-ditador chileno ajuda no avanço da democracia na América do Sul. 'Infelizmente ele morreu antes de ser punido por seus crimes. A morte dele ajuda no avanço da democracia. Sempre é difícil uma democracia à sombra de um ditador', disse.
Impunidade
Mais de 3.000 pessoas morreram por conta das ações do ex-ditador. Seus crimes começaram em 1973 com o que ficou conhecido como a Caravana da Morte. Nos meses seguintes ao Golpe que derrubou a democracia republicana do Chile, por ordens de Pinochet, 74 pessoas que se opunham à ditadura foram presas e, provavelmente, executadas. Estão na lista de desaparecidos.
Ponha-se na conta de Pinochet, também, o assassinato num atentado a bomba em Buenos Aires do general Carlos Prats, que o antecedeu na chefia das Forças Armadas. Augusto Pinochet, durante os anos 70, foi um dos principais articuladores da Operação Condor, que reuniu seis ditaduras no esforço de localização, tortura e execução de opositores. A operação custou a vida de 119 oposicionistas. Na lista dos vários processos que são movidos contra Pinochet no Chile e na Europa figuram 3.197 casos de assassinato.
O governo Pinochet, como todas as outras ditaduras militares do continente, foi também corrupto. Em contas bancárias localizadas em nome do ditador há pelo menos US$ 27 milhões. Morreu livre e rico. A Justiça do Chile anunciou a suspensão de sua prisão domiciliar no último dia 4. Para os parentes de suas vítimas o que resta é o vazio.
O ditador morreu sem ter sido condenado por seus inúmeros crimes. Para o resto do mundo, Pinochet persistirá como o principal ícone das ditaduras de direita latino-americanas. Dos militares que tomaram o poder sul-americano entre os anos 60 e 70, ele foi o que mais tempo permaneceu na presidência, entre 1973 e 90. "
Para o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara, Pinochet foi o pior ditador de todos os tempos. 'Morreu ontem o pior ditador das ditaduras latino-americanas com base na doutrina de segurança nacional. Só lamento por ele não estar vivo para ser julgado pelos crimes que cometeu', disse.
Na avaliação do deputado Nilson Mourão (PT-AC) a morte do ditador marca o fim de um período que matou milhares de pessoas e interrompeu o processo democrático. 'Ele faz parte de uma geração de militares que interrompeu o processo democrático e de participação popular no Chile e na América Latina. Sua morte representa apenas uma página vergonhosa virada na história do povo chileno e da humanidade', avaliou.
De acordo com o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) a morte do ex-ditador chileno ajuda no avanço da democracia na América do Sul. 'Infelizmente ele morreu antes de ser punido por seus crimes. A morte dele ajuda no avanço da democracia. Sempre é difícil uma democracia à sombra de um ditador', disse.
Impunidade
Mais de 3.000 pessoas morreram por conta das ações do ex-ditador. Seus crimes começaram em 1973 com o que ficou conhecido como a Caravana da Morte. Nos meses seguintes ao Golpe que derrubou a democracia republicana do Chile, por ordens de Pinochet, 74 pessoas que se opunham à ditadura foram presas e, provavelmente, executadas. Estão na lista de desaparecidos.
Ponha-se na conta de Pinochet, também, o assassinato num atentado a bomba em Buenos Aires do general Carlos Prats, que o antecedeu na chefia das Forças Armadas. Augusto Pinochet, durante os anos 70, foi um dos principais articuladores da Operação Condor, que reuniu seis ditaduras no esforço de localização, tortura e execução de opositores. A operação custou a vida de 119 oposicionistas. Na lista dos vários processos que são movidos contra Pinochet no Chile e na Europa figuram 3.197 casos de assassinato.
O governo Pinochet, como todas as outras ditaduras militares do continente, foi também corrupto. Em contas bancárias localizadas em nome do ditador há pelo menos US$ 27 milhões. Morreu livre e rico. A Justiça do Chile anunciou a suspensão de sua prisão domiciliar no último dia 4. Para os parentes de suas vítimas o que resta é o vazio.
O ditador morreu sem ter sido condenado por seus inúmeros crimes. Para o resto do mundo, Pinochet persistirá como o principal ícone das ditaduras de direita latino-americanas. Dos militares que tomaram o poder sul-americano entre os anos 60 e 70, ele foi o que mais tempo permaneceu na presidência, entre 1973 e 90. "
[Site do Partido dos Trabalhadores - Diretório Nacional - 11 de Dezembro de 2006]
Fico só pensando nos termos da nota oficial que será divulgada pelo Planalto e nos termos que serão usados pelos petistas quando - e se [dizia minha avó Aurora que gente ruim não morre] - o Comandante Fidel [nunca nesta América Latina se pode ver um ditador durante tanto tempo no poder] partir desta para a melhor.
Haverá alguém para contabilizar - falemos apenas no "paredón" -, com a competência demonstrada pelos petistas acima citados, quantos foram os mortos pelo Comandante ou à sua ordem?
Eu não acredito encontrar algum entre os petistas; têm, quase todos, memória muito curta para certas questões. Concorda, sensível leitora?
Fico só pensando nos termos da nota oficial que será divulgada pelo Planalto e nos termos que serão usados pelos petistas quando - e se [dizia minha avó Aurora que gente ruim não morre] - o Comandante Fidel [nunca nesta América Latina se pode ver um ditador durante tanto tempo no poder] partir desta para a melhor.
Haverá alguém para contabilizar - falemos apenas no "paredón" -, com a competência demonstrada pelos petistas acima citados, quantos foram os mortos pelo Comandante ou à sua ordem?
Eu não acredito encontrar algum entre os petistas; têm, quase todos, memória muito curta para certas questões. Concorda, sensível leitora?

