Foi pedido o arquivamento do processo de cassação do deputado Professor Luizinho (PT-SP), ex-líder do PT na Câmara, acusado de ter recebido R$ 20 mil do propinoduto arquitetado pelo ex-empresário Marcos Valério Fernandes de Souza [que teve Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, como parceiro].
Pedro Canedo (PP-GO), autor do relatório conclusivo [com previsão de ser lido hoje no Conselho de Ética], foi um de seus dois integrantes que votaram contra a cassação de Romeu Queiroz (PTB-MG) - aquele deputado [lembram?] acusado de receber R$ 450 mil de Valério - e que, mesmo assim, foi absolvido [em decisão inédita] pelo Plenário da Câmara. Alega Canedo ter sido um funcionário do gabinete de Luizinho que negociou o dinheiro [diretamente] com Délúbio. Como o presidente Lula da Silva, o [então] líder petista só tinha conhecimento do que se passava no andar em que se encontrava [e não viu nem soube do ato "irresponsável" de seu auxiliar]. Daí concluir o relator não haver tido o acusado participação direta no recolhimento do "faz-me rir". Livre, portanto, de qualquer suspeita.
Ótimo: não há acordão [aquela história de que PP, PT, PTB e PL firmaram um pacto de "troca de figurinhas" para evitar que seus deputados acusados na questão do "mensalão" sejam absolvidos] coisa nenhuma. Isso é história dessa oposição que não tem como enfrentar este novo Brasil que desponta desde a posse de Lula da Silva. Assim seja.

