Sexta-feira, Outubro 30, 2009

POR ESSAS E POR OUTRAS É QUE S.EXCIA. FICOU - NOS BANCOS ESCOLARES - ONDE FICOU. E NÃO É QUE VALEU A PENA?



Autor: Sponholz [ http://www.sponholz.arq.br ]


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OLHA SÓ QUEM FALOU... MAS BATE COMO NINGUÉM, SEJA MULHER OU SEJA HOMEM

Da senhora Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil, domingo último, 25, sobre as acusações de que antecipava a campanha eleitoral de 2010, ao lado do presidente Inácio da Silva, durante a maratona de viagens, da qual fez parte, Brasil afora:  


"É preconceito contra a mulher. Eu posso ir para a cozinha, cozinhar os projetos. Agora, na hora de servir, não posso nem ver?   [...]   Eu não caí do céu e apareci na Casa Civil. Estou lá desde julho de 2005   [...]   A impressão que tenho é que essa é uma discussão [colocar-se abertamentamente como candidata] que está antecipadíssma   [...]   Quanto mais cedo os partidos conseguirem fazer acordos [exemplo: PT e PMDB] de maneira programada, melhor para o País"  

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Há quem duvide das palavras da senhora Dilma. Eu, por exemplo. 
E você, minha desempregada amiga? 

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Quinta-feira, Outubro 29, 2009

O TUCANO ESTÁ CERTO! OU NÃO?



Autor: Frank [ http://www.xinelao.blogspot.com ]
Publicado com sua autorização


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É ESTE BRASIL PETISTA QUE COMEÇA A NASCER, CARA PÁLIDA? SE É, QUE PENA!

"Bergson, você hoje volta para o Ceará para descansar em paz e vitorioso, porque o Brasil pelo qual você morreu começa a nascer."

Com essas palavras o senhor Paulo Vannuchi [Secretário Especial dos Direitos Humanos], homenageia Bergson Gurjão Farias,  ex-guerrilheiro do Partido Comunista do Brasil, cuja ossada foi sepultada em Fortaleza, no dia 6 de outubro último.

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Só podia ser ele.


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Sexta-feira, Outubro 23, 2009

VAI SER MALICIOSO, ASSIM COMO EU, NA DEMOCRÁTICA CHINA


Autor: Sponholz [ http://www.sponholz.arq.br ]

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

LANAM PETIERAT, IPSEQUE TONSUS ABIIT - FOI BUSCAR LÃ E VOLTOU TOSQUIADO

Guardo o hábito de pesquisar - adquirido nos tempos de garoto e que trago até hoje - qual melhor se adapta, dentre as fábulas do sempre novo Esopo da Antiga Grécia, às situações inusitadas [ou prosáicas] com que nos defrontamos no dia-a-dia.
E, já que estamos vivendo a infeliz Era Honduras [ou qualquer outra coisa ruim, de escolha da amiga], vasculho as histórias do velho escravo procurando identificar qual delas melhor adaptada está à realidade desta vida malvada que somos obrigados a suportar.

Escolhi a que se segue, d'O Lobo e do Cavalo, certo, porém, que a leitora amiga, se disposta a usar seu tempo vago nestes momentos de desemprego negado pelas autoridades, outras encontrará que melhor reflitam os tempos que vivemos.

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Vivia um jejum que já passava dos vinte dias o espertíssimo Lobo; foi quando viu na campina - distraído, feliz e... dono de uma força descomunal - o luzidio Cavalo que fazia sua segunda [ou terceira] refeição do dia.
Tanta era a fome do Lobo que a diferença de tamanho e força entre ele e o Cavalo - com vantagem absoluta para este - não impediram que arquitetasse em sua mente, com a rapidez própria dos esfaimados em desespero, astuciosa ação que lhe permitisse devorar o animal de maior porte.
Daí... dizendo-se médico e estudante de botânica, propôs-se a mostrar e detalhar as propriedades das ervas que poderiam fazer bem ou mal àqueles que delas fizessem uso.
Com aparência de quem padecia de algum incômodo grave, respondeu-lhe o Cavalo:

- Em boa hora chegaste, amigo; não, necessariamente, para me resguardares de más plantas, já que as conheço muito bem. Ser-me-ás muito útil, porém, para livrar-me de grave incômodo. Feri, há dias, uma pata, e me parece estar-se formando um tumor que, a cada dia, dói-me mais. Olha, por favor.

Ato contínuo, levantou a pata que dizia ferida e aplicou retumbante e inesquecível coice na queixada do "esperto" Lobo, que deixou a campina na certeza de que jamais usaria de malícia para devorar qualquer que fosse mais forte - e inteligente - que ele.   

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Se todos os Lobos charlatães encontrassem Cavalos como o desta fábula, não veriamos o triunfo de tanta impostura.

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Ou, como dizia vó Aurora, traduzindo mais objetivamente a história "Foi o Lobo malicioso buscar lã e voltou tosquiado."


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Quarta-feira, Outubro 21, 2009

COMEÇOU CEDO...

Crédito: Só está faltando descobrir o autor.
Agradeço a quem informar para fazer o devido registro.




AS BREVES PALAVRAS DE DONA REGINA, MÃE DO CABO PM IZO, MORTO EM COMBATE NA CIDADE OLÍMPICA

Seria tão bom se eu pudesse voltar a nosso convívio diário com a euforia demonstrada por nossas autoridades em sua passagem - por tempo muito maior que o necessário, acredito - pela Península Escandinava, enquanto aguadavam a definição sobre qual cidade acolheria as Olimpíadas de 2016.

Mas tristes razões me impedem retorno com euforia idêntica à de nossos governantes; uma delas as palavras de dona Regina [ontem, dia 20] no enterro de seu filho Izo, cabo da PM-RJ, morto pela ação de bandidos que puseram abaixo helicóptero da Polícia em ação nas operações de combate aos traficantes que tentavam ocupar uma favela na zona norte do Rio.
Transcrevo o que disse dona Regina:

"Tenho a 7ª série mas levei meus filhos ao Ensino Médio.
Dizem que o culpado é o governo mas, os culpados somos nós, os pais, que não sabemos dar educação para nossos filhos.

Morro de favela, morro de morro nasceu os filhos de vocês. Modele eles no berço; a gente não pode esperar chegar nos 13, 14 anos, que eles já estarão perdidos. Se for no berço, serão obedientes, amigos de vocês, jamais irão errar na vida, virar traficante, deixar toda a sociedade apavorada.

Meu filho foi um herói, um guerreiro."

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Dona Regina terminou suas breves e simples palavras sem uma lágrima sequer.
Mas, plena da honra dos dignos e humildes.

Sexta-feira, Setembro 25, 2009

SERIA FELIZ O AZUL SE TODOS GOSTASSEM, APENAS, DO VERMELHO?

Deixei para este final de semana, que se espera variar entre o chuvoso e o levemente ensolarado, a transcrição de matéria - publicada dia 21 último no sítio Pensar e Repensar [ http://www.oliveiros.com.br/ie.html ] - assinada, mais uma vez, pelo Professor Oliveiros S.Ferreira. Seu título: HONDURAS E O APOCALIPSE DIPLOMÁTICO.
Trata-se, como evidencia o próprio título, de considerações feitas pelo ilustre professor sobre o recente episódio da ocupação, pelo presidente deposto daquele país centro americano, da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

Haverá, com certeza, quem não concorde, por motivos vários, com o que escreveu o Professor Oliveiros.
Eu estou de acordo, daí a transcrição que faço e passo para os três ou quatro assinantes que me são fiéis.


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"Hesito entre o filósofo e o militar.
Ortega y Gasset sustentava que o homem é ele e suas circunstâncias. O General Volkogonv escreveu que “se as personalidades não fazem a História, então a História se faz por intermédio das personalidades”.

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Lula, Marco Aurélio Garcia e Celso Amorim estão escrevendo História, aproveitando-se das circunstâncias criadas em Honduras. Ao receber Don Zelaya na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, o trio responsável pela condução da política externa brasileira comprometeu o Estado brasileiro com a política interna de um país fora de sua área de influência geográfica e deve estar comemorando a projeção que o Governo de Brasília ganhou nos meios de comunicação e junto às Chancelarias de toda a América e, quem sabe, do mundo.
Decidiram agir sozinhos? Ou terão comprometido, mais uma vez, o Brasil com a condição de sipaio(*), o que terão feito se, simplesmente, atenderam a uma sugestão de Washington?
Prefiro acreditar na primeira hipótese. É para a seriedade dela que desejo chamar atenção.

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O Chanceler Amorim, se pretende nos convencer de que o Brasil soube da chegada de Zelaya no momento em que este apertou a campainha da Embaixada, deveria exibir uma fisionomia preocupada ao falar do assunto. A alegria que deixou transparecer − e quem o viu na TV em entrevista poderá testemunhar − é a de quem concluiu com êxito uma grande manobra. Manobra que, de fato, assim grande deve ser considerada.
O albergue concedido a Zelaya foi uma grande manobra só comparável, por suas conseqüências, ao plano Mannstein para a invasão da França em 1940. Os Três Cavaleiros do Apocalipse diplomático devem tudo ter previsto para que a repercussão do ato tivesse o alcance que teve.

Primeiro, a montagem da operação.
Louve-se o sigilo que a cercou, embora um ardiloso Bond, à luz de certos indícios, pudesse suspeitar de que alguma coisa de grandioso estava em gestação. Os indícios saltavam aos olhos: a posição assumida na reunião da OEA que suspendeu o Governo de Honduras sem atentar para o fato de que a deposição de Zelaya obedecera aos ritos constitucionais do seu país. Depois, a insistência com que o Chanceler pôs-se a dizer que a maior responsabilidade pela solução desejada pelos Estados representados na OEA caberia aos Estados Unidos por dezenas de razões, duas das quais eram evidentes: interesses econômicos e preocupação geopolítica. A bem dizer as coisas, não desejava que a senhora Clinton colocasse o Departamento de Estado na primeira linha de fogo contra o Governo hondurenho. Em seguida, e o fato é recente, a carga que o Delegado brasileiro à Comissão dos Direitos Humanos da ONU, em Genebra, fez para que o Delegado hondurenho fosse afastado da reunião. Agora, a porta da Embaixada que se abre — oficialmente para surpresa de Brasília.

Segundo, o dia da operação.
Zelaya poderia ter tocado a campainha da Embaixada a qualquer momento desde que foi expulso de Tegucigalpa. Por que o fez no dia 21 de setembro? Porque, no dia 22, Lula falará na ONU, abrindo a Assembléia Geral. Porque, no dia 21, praticamente todo o mundo estava com as atenções voltadas para Nova York, esperando a fala de Obama, dia 23. Como disse o correspondente do Jornal Nacional na edição de 21, a atenção voltou-se para Honduras. O que foi planejado deu excelente resultado − tal qual na batalha da França.

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Assim como na França em 1940, a manobra militar conquistou Paris, essa manobra, agora, a dos Três Cavaleiros, permitiu que o Brasil do Presidente Lula assumisse a liderança da América dita Latina, tal qual o Chefe do Governo brasileiro sempre quis, nunca escondendo sua pretensão. Mais do que Paris, a liderança realizou seu Dunquerque: os Estados Unidos saem de cena e o Brasil, que já tem uma posição no Haiti, passa a ser agora interlocutor válido para discutir problemas na América Central. Ultrapassado, o Coronel Chávez não deve ter tido sono tranqüilo, de 21 para 22, se conseguiu dormir. A menos que, como pensam e dizem os que gostam de ter o Foro de São Paulo como inimigo público número 1 da cristandade, digam que tudo foi montado por esta entidade subversiva.

Falei em Plano Mannstein porque o jovem General contrariou todas as expectativas e ensinamentos do Estado-Maior alemão ao propor que a ofensiva se desse por terreno suposto intransitável pelos franceses. Os Três Cavaleiros brasileiros devem ter tido a assessoria de um grande advogado, especialista em Direito Internacional e outras coisas mais: Zelaya não entrou na Embaixada brasileira como refugiado político, mas como hóspede. Os franceses tirariam o chapéu a essa sutileza que cria situação extremamente embaraçosa para o atual Governo hondurenho e não só para ele — este é um fato único na história desta América tão sofrida.

Fosse Zelaya refugiado político à busca de asilo, amparado por convenção interamericana, criaria situação semelhante à que Haya de la Torre deu origem ao refugiar-se, em 1949, na Embaixada da Colômbia em Lima. Era de fato refugiado político, mas o Governo peruano o tinha na conta de criminoso comum e não lhe concedeu o salvo-conduto de praxe. O pleito durou cinco anos, e só se resolveu após decisão da Corte Internacional de Justiça. Refiro-me ao caso Haya de la Torre, porque o Governo hondurenho tem Zelaya na conta de criminoso e acusa-o de tentar violar a Constituição, estando sujeito a processo criminal. Hóspede, Zelaya não está amparado por convenção alguma − exceto o Tratado que garante a extraterritorialidade da Embaixada brasileira, nela podendo permanecer o tempo que desejar. Amorim tem perfeita consciência do quid pro quo, tanto que fez questão de deixar claro que o importante, entre outras coisas, era a segurança da Embaixada.

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Creio, sinceramente, que o Coronel Chávez nada tem a ver com o que foi planejado em Brasília. Mesmo que tenha, o que pouco importa, dada a unanimidade em favor de Zelaya, o fato é que o Brasil de Lula, a partir deste dia 21 de setembro, é o líder. Foi o Brasil dos Três Cavaleiros do Apocalipse diplomático que criou as condições para que o Governo hondurenho ficasse em xeque-esperam-que-mate! Foi o Brasil dos Três Cavaleiros que deu os passos para que não haja mais quem pretenda impedir, usando métodos constitucionais, que a Ordem prevista na Constituição seja violada. Foi o Brasil desses Três Cavaleiros valentes que afastou os Estados Unidos da América Ibérica (talvez para gozo de Obama) e agora espera, tranqüilo e contente, que o Governo hondurenho abandone sua atitude "quixotesca" de, em defesa da Soberania, desafiar a OEA, a UE, a ONU e quem mais vier.

Observação necessária: sabemos todos que os Cavaleiros do Apocalipse são quatro... Resta-nos, pois, aguardar a chegada do Quarto Cavaleiro.

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Vale lembrar, a propósito, as palavras do senhor Luiz Inácio da Silva, ontem [5ªfeira, 24] a respeito de comunicado da Chancelaria hondurenha em que afirmava tratar-se a presença de Zelaya [e sua comitiva de mais de cento e cinquenta pessoas] na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa como "um ato promovido e consentido pelo Governo brasileiro": "Vocês vão ter que acreditar nos golpistas ou em mim [...] É preciso deixar o presidente golpista sair."

Estará esquecido S.Excia. de que a destituição do ex-presidente Zelaya do cargo que exercia cobriu-se de todos os requisitos legais? Será justo, apropriado e correto o Presidente da República do Brasil tratar como golpistas os membros de um país amigo que nele exercem seus cargos nos termos da Constituição em vigor?

Menos, Excia., menos...

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(*) Sipaio - soldado natural da Índia, a serviço dos ingleses.

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

NADA COMO ESTA VIDINHA DE ACOLHIDO PELO BOM CORAÇÃO DO POVO BRASILEIRO. MAS, SERÁ QUE ELE ESTÁ GOSTANDO DISSO?

Autor: Frank [publicado com sua autorização]