Aprovada na noite de ontem, em 1º turno, na Câmara dos Deputados, por 343 votos contra 143 e 1 abstenção, a PEC que dá fim à chamada verticalização [dispensa dos partidos políticos de seguirem, nos municípios, a coligação firmada para a eleição presidencial].
Festejada por seus defensores [com chuva de papel picado e gritos de euforia como nos melhores programas do Ratinho na TV] a aprovação da emenda significou uma vitória do presidente Lula da Silva [favorável à proposta] e, contraditoriamente, uma derrota para o PT, seu partido, [desfavorável às coligações estaduais e, evidentemente, à PEC].
Grande parte da responsabilidade pela queda da verticalização [coisa de maluco essa política] é devida ao senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que decidiu votar contra ela [em dúvida sobre o isolamento, em seu estado, a que seu candidato à reeleição ao governo da Bahia, Paulo Souto (PFL-BA), pudesse vir a ser vitima]. ACM era importante defensor da verticalização e o alerta sobre uma possível aliança do PSDB, PFL, PDT e PT na Bahia [que lhe foi passado pelo próprio governador às vésperas da eleição na Câmara] foi a razão que levou o senador a tomar posição contrária à de seu partido, o que veio a favorecer, concretamente, a derrubada da medida.
Grande parte da responsabilidade pela queda da verticalização [coisa de maluco essa política] é devida ao senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que decidiu votar contra ela [em dúvida sobre o isolamento, em seu estado, a que seu candidato à reeleição ao governo da Bahia, Paulo Souto (PFL-BA), pudesse vir a ser vitima]. ACM era importante defensor da verticalização e o alerta sobre uma possível aliança do PSDB, PFL, PDT e PT na Bahia [que lhe foi passado pelo próprio governador às vésperas da eleição na Câmara] foi a razão que levou o senador a tomar posição contrária à de seu partido, o que veio a favorecer, concretamente, a derrubada da medida.
Para entrar em vigor, a emenda [já aprovada pelo Senado] terá de passar por mais uma votação na Câmara, contadas cinco sessões a partir da de ontem.
Partido mais empenhado em aprovar a proposta, o PMDB, com candidatos a governador em 16 estados [na maioria com possíveis adversários ao partido na eleição presidencial] rejeita qualquer restrição às alianças regionais.
Partido mais empenhado em aprovar a proposta, o PMDB, com candidatos a governador em 16 estados [na maioria com possíveis adversários ao partido na eleição presidencial] rejeita qualquer restrição às alianças regionais.
Foi aprovada, enfim, a emenda, devendo ficar bem claro para o atento leitor [e eleitor], que sua aprovação, muito mais que um problema de consciência e decisão política [no bom sentido], é um problema de consciência fisiológica e interesses regionais dos senhores deputados.
Cansados ficam os cidadãos de bem, como você eleitora, você eleitor. Que, acredito, não quer mais nem saber da politacagem com que somos obrigados a conviver e não tem o menor interesse em conhecer o verdadeiro sentido da verticalização.
Que Deus não nos desampare e que [apesar dos pesares] guarde Suas Excelências.

