Dois caminhos diferentes, a se confirmarem as previsões dos analistas políticos mais experientes, deverão ser observados na Câmara dos Deputados com relação aos mandatos de Roberto Brant (PFL-MG) e do Professor Luizinho (PT-SP) .
Em sessão ordinária, hoje, será votado o processo contra Brant; serão necessários, pelo menos, 257 votos favoráveis à cassação, em votação secreta, para que o parlamentar mineiro perca seu mandato. Foi polêmica, é de se lembrar, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, a votação de seu processo e foi somente através do voto de Minerva do presidente do colegiado, Ricardo Izar (PTB-SP), que se concluiu por seu encaminhamento a plenário para a decisão sobre o destino político do deputado.
Brant ocupa cadeira na Câmara dese 1987 e exerce seu quinto mandato; figura amena, parlamentar competente e atuante, capaz de criar e manter boas amizades por onde passa - daí os convites que recebeu, e aceitou, para a Secretaria de Fazenda de Minas Gerais e para o Ministério da Previdência Social -, contou, desde o início da lambança em que se meteu, réu confesso que foi, com o apoio de seu partido e de seus amigos na Casa e fora dela. Embora contrariando o voto da relatoria, a expectativa, fora de qualquer dúvida, é que venha a ser absolvido.
Bem diferente é o caso do Professor Luizinho. No exercício, apenas, de seu segundo mandato, conseguiu, graças à sua injustificável arrogância, em particular quando na liderança do governo, criar inimizades dificilmente superáveis em momentos difíceis como os que está passando. Cheio de si, nem os próprios companheiros de partido, ao que tudo indica, dão sinais de colocar em risco suas biografias em benfício do deputado paulista.
Não é réu confesso como Brant e é de pequena monta [R$ 20 mil reais] o valor que a ele se atribui haver usado indevidamnete. Faltou-lhe, porém, o chamado "jogo de cintura" no exercício de seus pouco relevantes mandatos, o que talvez lhe garantisse hoje, ao menos, o já tradicional pedido de vistas do relatório, cartão de visitas da petista Ângela Guadagnin, retardando um pouco mais sua queda final.
É muito pouco provável que os analistas não estejam certos quanto a seu futuro político.
"Aqui se faz, aqui se paga", dizia vó Aurora. Mas - quem sabe? - estejamos enganados.
Em sessão ordinária, hoje, será votado o processo contra Brant; serão necessários, pelo menos, 257 votos favoráveis à cassação, em votação secreta, para que o parlamentar mineiro perca seu mandato. Foi polêmica, é de se lembrar, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, a votação de seu processo e foi somente através do voto de Minerva do presidente do colegiado, Ricardo Izar (PTB-SP), que se concluiu por seu encaminhamento a plenário para a decisão sobre o destino político do deputado.
Brant ocupa cadeira na Câmara dese 1987 e exerce seu quinto mandato; figura amena, parlamentar competente e atuante, capaz de criar e manter boas amizades por onde passa - daí os convites que recebeu, e aceitou, para a Secretaria de Fazenda de Minas Gerais e para o Ministério da Previdência Social -, contou, desde o início da lambança em que se meteu, réu confesso que foi, com o apoio de seu partido e de seus amigos na Casa e fora dela. Embora contrariando o voto da relatoria, a expectativa, fora de qualquer dúvida, é que venha a ser absolvido.
Bem diferente é o caso do Professor Luizinho. No exercício, apenas, de seu segundo mandato, conseguiu, graças à sua injustificável arrogância, em particular quando na liderança do governo, criar inimizades dificilmente superáveis em momentos difíceis como os que está passando. Cheio de si, nem os próprios companheiros de partido, ao que tudo indica, dão sinais de colocar em risco suas biografias em benfício do deputado paulista.
Não é réu confesso como Brant e é de pequena monta [R$ 20 mil reais] o valor que a ele se atribui haver usado indevidamnete. Faltou-lhe, porém, o chamado "jogo de cintura" no exercício de seus pouco relevantes mandatos, o que talvez lhe garantisse hoje, ao menos, o já tradicional pedido de vistas do relatório, cartão de visitas da petista Ângela Guadagnin, retardando um pouco mais sua queda final.
É muito pouco provável que os analistas não estejam certos quanto a seu futuro político.
"Aqui se faz, aqui se paga", dizia vó Aurora. Mas - quem sabe? - estejamos enganados.

