Cesar Maia (PFL-RJ), prefeito do Rio de Janeiro e candidato potencial de seu partido à Presidência da República, disse ontem, quarta-feira, 15, que o armamento subtraído no dia 3 último do Estabelecimento Central de Transportes do Exército [uma pistola e dez fuzis] - que teria sido encontrado na véspera, terça-feira, 14 - já estava em poder dos militares havia dois dias. Sugere o prefeito que foi possível recuperar o armamento - em operação que envolveu 12 carros, não identificados como do Exército, e um número não especificado de homens fortemente armados, realizada domingo último - por conta de entendimentos mantidos com lideranças do Comando Vermelho [CV]. No mesmo dia do resgate os fuzis e a pistola foram transferidos para uma unidade da Força. Apesar de já haver recuperado as armas, o Exército realizou na segunda-feira, 13, operações de despistamento nas favelas da Rocinha, em São Conrado, do Dendê, na Ilha do Governador, e na Vila dos Pinheiros, no chamado Complexo da Maré, as duas últimas localizadas na zona norte do Rio.
Ainda segundo o prefeito, o negociador destacado pelo Comando Vermelho para tratar com as autoridades militares teria apresentado as seguintes pré-condições para que as armas fossem devolvidas:
1) encerramento das chamadas "operações de asfixia" realizadas pelas tropas do Exército nas favelas do Rio de Janeiro [o que aconteceu entre domingo e segunda-feira, oportunidade em que as tropas deram por finda a primeira etapa das operações encerrando a ocupação ostensiva nos morros];
2) apresentação ao público externo das armas, fazendo crer que tivessem sido apreendidas em uma favela sob domínio de facção inimiga conhecida como ADA [Amigos dos Amigos];
3) transferência de um líder do CV do presídio Bangu 1 para Bangu 3 ou 4, anda não realizada [data a ser definida pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio].
Declarou o prefeito que as informações chegaram a seu conhecimento por intermédio de "alguém" da Secretaria Estadual de Segurança Pública, no que é contestado , veementemente ["...são levianas as declarações de Cesar Maia"], pelo secretário Marcelo Itagiba ["...o armamento foi encontrado na terça-feira à noite, 14, em operação conjunta desta secretaria com o Exército Brasileiro"], conforme amplamente divulgado pelos meios de comunicação.
César Maia foi desmentido, também, pelo porta-voz do Exército.
Assusta-me toda essa confusão. Maia é um notório produtor de "factóides". Há quem diga que toda a história que conta nada mais é que um deles em sua coleção. Afinal, as eleições estão por chegar, nada está garantido entre uma união entre PFL e PSDB, a verticalização está pendente, nas mãos do ministro Jobim etc etc...
Não posso esquecer, por outro lado, as sempre sábias palavras de minha saudosa sogra, D.Cordélia, filha de Quissamâ, sempre que alguma maledicência corria pela cidade: "O povo aumenta mas não inventa..."
Ainda segundo o prefeito, o negociador destacado pelo Comando Vermelho para tratar com as autoridades militares teria apresentado as seguintes pré-condições para que as armas fossem devolvidas:
1) encerramento das chamadas "operações de asfixia" realizadas pelas tropas do Exército nas favelas do Rio de Janeiro [o que aconteceu entre domingo e segunda-feira, oportunidade em que as tropas deram por finda a primeira etapa das operações encerrando a ocupação ostensiva nos morros];
2) apresentação ao público externo das armas, fazendo crer que tivessem sido apreendidas em uma favela sob domínio de facção inimiga conhecida como ADA [Amigos dos Amigos];
3) transferência de um líder do CV do presídio Bangu 1 para Bangu 3 ou 4, anda não realizada [data a ser definida pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio].
Declarou o prefeito que as informações chegaram a seu conhecimento por intermédio de "alguém" da Secretaria Estadual de Segurança Pública, no que é contestado , veementemente ["...são levianas as declarações de Cesar Maia"], pelo secretário Marcelo Itagiba ["...o armamento foi encontrado na terça-feira à noite, 14, em operação conjunta desta secretaria com o Exército Brasileiro"], conforme amplamente divulgado pelos meios de comunicação.
César Maia foi desmentido, também, pelo porta-voz do Exército.
Assusta-me toda essa confusão. Maia é um notório produtor de "factóides". Há quem diga que toda a história que conta nada mais é que um deles em sua coleção. Afinal, as eleições estão por chegar, nada está garantido entre uma união entre PFL e PSDB, a verticalização está pendente, nas mãos do ministro Jobim etc etc...
Não posso esquecer, por outro lado, as sempre sábias palavras de minha saudosa sogra, D.Cordélia, filha de Quissamâ, sempre que alguma maledicência corria pela cidade: "O povo aumenta mas não inventa..."

