segunda-feira, abril 03, 2006

FINDA A IMUNIDADE COMO É QUE FICA NOSSO SANITARISTA?

Acreditamos de coração que o ex-ministro Palocci se recupere, o mais depressa possível, dos males que o afligem desde sua saída do posto que ocupava atá a semana que passou e que impediram seu comparecimento à Polícia Federal, na última semana, onde poderá ser indiciado por diferentes razões; e que S.Excia responda, por fim, às questões que ficaram no ar com relação à quebra do sigilo bancário do caseiro [ainda?, perdoe a gentil leitora a persistente dúvida que não me sai da cabeça] Francenildo.
Volto ao tema - com tristeza, acredite o bissexto leitor - porque os jornais de hoje são ricos em novas informações e detalhes e objetivos até onde se pode ser quanto aos fatos que antecederam a última grande mentira perpetrada pelo então ministro Palocci, a derradeira, suponho, ao longo de sua passagem pelo cargo.
Pois não é que a lambança foi maior que a admitida até os últimos dias? Sua Excelência - a que não leva o desespero? - abriu a guarda em grande estilo e educadamente, voz baixa, sussurante, pausada, como nos acostumamos a vê-lo falar, solicitou a dois assessores de alto nível de seu companheiro de ministério, Marcio Thomaz Bastos, que o orientasse sobre a possibilidade de identificarem quais os caminhos a seguir para lograr seu já não tão disfarçado desígnio. Daniel Goldberg, Secretário de Direito Econômico, e Cláudio Alencar, Chefe de Gabinete do ministro da Justiça, os assessores questionados, segundo depoimento que prestaram ao delegado da PF Rodrigo Carneiro Gomes, negaram a possibilidade legal de Palocci chafurdar as contas e o que mais dissesse respeito a Francenildo. Não foi o bastante, como já se sabe hoje em dia. Vasculharam as contas do caseiro, colocaram-no sob suspeição - festa para D.Idely, seu Tião e seu Sibá - e nada revelado. Por cima do muro outro homem forte [nem tanto; hoje mais um ex], Jorge Mattoso, passou as informações que o ministro desejava.
Deu-se a melódia: a quase unanimidade do povo foi contra; não encontrei ninguém nos botequins da vida, nos supermercados, nas farmácias [que a idade me faz visitar com maior freqüência], nos sinais de trânsito ou no Maracanâ em dia de clássico [Americano x Madureira, por exemplo], que concordasse com o atrevimento de alguns dos maiores da República. Conclusão: Palocci deu com as fuças no chão.
Ameaçado agora por, pelo menos, três crimes diferentes - quebra do sigilo profissional, abuso de poder e advocacia administrativa [ação para se autobeneficiar] - o médico sanitarista Antônio Palocci, que pode colocar também, segundo boa parcela dos analistas, o brilhante causídico Marcio Thomaz Bastos sob suspeição, vive um inferno astral difícil de recuperar. É finda para ele a velha e boa imunidade a que tinha direito.
Bem feito: quem mandou querer partidarizar o Estado e antecipar a república "diferente" que boa parte deste país sofrido está achando que alguns "éticos" ainda estão pretendendo fazer?

Calma, minha gente, que o andor é de barro.