Aprovado o relatório da CPI dos Correios - aos trancos, barrancos , ameaças de desforço físico [não é de se esquecer a imagem via Embratel para todo o Brasil do deputado Bittar, mãos na cintura qual baiana a iniciar suas evoluções na passarela do samba, afrontando seu companheiro de partido e presidente da CPI, senador Delcídio Amaral] e, acredite leitor, até mesmo palavras de baixo calão ditas em alto e bom som para quem se dispusesse a ouví-las -, vai ficar difícil para o presidente Lula da Silva negar a existência do mensalão que ele contesta desde que vieram à tona as primeiras notícias sobre a questão.
Lembra, leitora de boa memória, das imagens de S.Excelência em rede nacional de televisão afirmando que o mensalão não existia? Que, se existisse, aí sim, tomaria as providências que a nação viesse a exigir, doesse a quem doesse?
Falou S.Excelência para os jornais, para as emissoras de rádio, para as estações de televisão, para as platéias arrebanhadas a preço de sanduiche em seus comícios de campanha pelos grotões e capitais, para D. Marisa Letícia e os filhos Lulinha e Lurian na intimidade do palácio e para quem mais tocasse no assunto à sua frente, lados ou retaguarda. Negou veementemente que em seu governo existissem mensaleiros ou quaisquer coisas parecidas e que providências seriam tomadas tão logo alguém [ha ha ha] provasse que existiam mesmo.
Pois aí está. Com seu jeito de parlamentar do baixo clero, desconhecido da maioria dos brasileiros, o deputado Osmar Serraglio, modestamente, "na moita", como se dizia em tempos idos, provou por A mais B, em quase duas mil páginas de relatório rico em detalhes, que o mensalão existe, sim. Deu nomes de parlamentares a serem investigados pelo Ministério Público, sugeriu soluções para dar fim à esbórnia que viceja nas ante-salas do Congresso e outras tantas da capital da república, analisou tudo e procurou fazer justiça até onde foi possível.
Ouço - perdoem a licença poética -, com estranheza, o silêncio do presidente sobre a questão. Não vejo, muito menos pressinto, aquela arrogância que apresentava S.Excelência tempos atrás na certeza, suponho, de que nada seria desvendado [como quase nada se resolve neste Brasil Maravilha].
Onde as promessas de se levar ao cadafalso - nova licença poética amiga leitora - ou, ao menos, exigir, com o poder de fogo somente dado às altas autoridades, cadeia e punições as mais severas possíveis para os que burlaram a lei?
Nada disso; apenas sugestões disfarçadas de que o relatório não provou nada, nada revela que possa fazer cair sobre os culpados a mão pesada da lei.
Sinto Lula mais próximo dos deputados - lembro que, em certa época certa autoridade chamou-os de "300 picaretas", não me vem à memória quem foi - que absolveram os últimos parlamentares julgados em plenário, contrariando as propostas de cassação da Comissão de Ética. Tomara que eu esteja errado. Mais: terá Lula sabença, a partir de agora, para não mais negar a existência do mensalão e mensaleiros?
Recorda, leitora, que alguém disse, faz tempo, também não lembro o nome [acho que um ex-jogador de futebol], que o brasileiro não sabia votar? Em outubro, estarão todos eles - os deputados que estão absolvendo e os absolvidos - de volta a Brasília, com o voto do povo, como a democracia gosta, às confortaveis salas e salões do Congresso Nacional. Uma pena.
Diversos deputados que fazem parte do Conselho de Ética, ainda não confirmados em definitivo seus nomes, em atitude digna e honrosa [é bom que se divulgue em cada praça pública do país quem são eles] pediram e estão pedindo que sejam liberados de suas funções no conselho. Esses, com certeza, não serão reeleitos.
Lembra, leitora de boa memória, das imagens de S.Excelência em rede nacional de televisão afirmando que o mensalão não existia? Que, se existisse, aí sim, tomaria as providências que a nação viesse a exigir, doesse a quem doesse?
Falou S.Excelência para os jornais, para as emissoras de rádio, para as estações de televisão, para as platéias arrebanhadas a preço de sanduiche em seus comícios de campanha pelos grotões e capitais, para D. Marisa Letícia e os filhos Lulinha e Lurian na intimidade do palácio e para quem mais tocasse no assunto à sua frente, lados ou retaguarda. Negou veementemente que em seu governo existissem mensaleiros ou quaisquer coisas parecidas e que providências seriam tomadas tão logo alguém [ha ha ha] provasse que existiam mesmo.
Pois aí está. Com seu jeito de parlamentar do baixo clero, desconhecido da maioria dos brasileiros, o deputado Osmar Serraglio, modestamente, "na moita", como se dizia em tempos idos, provou por A mais B, em quase duas mil páginas de relatório rico em detalhes, que o mensalão existe, sim. Deu nomes de parlamentares a serem investigados pelo Ministério Público, sugeriu soluções para dar fim à esbórnia que viceja nas ante-salas do Congresso e outras tantas da capital da república, analisou tudo e procurou fazer justiça até onde foi possível.
Ouço - perdoem a licença poética -, com estranheza, o silêncio do presidente sobre a questão. Não vejo, muito menos pressinto, aquela arrogância que apresentava S.Excelência tempos atrás na certeza, suponho, de que nada seria desvendado [como quase nada se resolve neste Brasil Maravilha].
Onde as promessas de se levar ao cadafalso - nova licença poética amiga leitora - ou, ao menos, exigir, com o poder de fogo somente dado às altas autoridades, cadeia e punições as mais severas possíveis para os que burlaram a lei?
Nada disso; apenas sugestões disfarçadas de que o relatório não provou nada, nada revela que possa fazer cair sobre os culpados a mão pesada da lei.
Sinto Lula mais próximo dos deputados - lembro que, em certa época certa autoridade chamou-os de "300 picaretas", não me vem à memória quem foi - que absolveram os últimos parlamentares julgados em plenário, contrariando as propostas de cassação da Comissão de Ética. Tomara que eu esteja errado. Mais: terá Lula sabença, a partir de agora, para não mais negar a existência do mensalão e mensaleiros?
Recorda, leitora, que alguém disse, faz tempo, também não lembro o nome [acho que um ex-jogador de futebol], que o brasileiro não sabia votar? Em outubro, estarão todos eles - os deputados que estão absolvendo e os absolvidos - de volta a Brasília, com o voto do povo, como a democracia gosta, às confortaveis salas e salões do Congresso Nacional. Uma pena.
Diversos deputados que fazem parte do Conselho de Ética, ainda não confirmados em definitivo seus nomes, em atitude digna e honrosa [é bom que se divulgue em cada praça pública do país quem são eles] pediram e estão pedindo que sejam liberados de suas funções no conselho. Esses, com certeza, não serão reeleitos.
Triste fim desses Policarpos Quaresma.

