A matéria abaixo, assinada pelo jornalista Guilherme Fiúza [blog Política & Cia, http://politicaecia.nominimo.com.br/] , está publicada no site No Minimo de hoje, segunda-feira, 18. Não resisti ao impulso de transcrevê-la, caríssima leitora. Leia-a e veja a charge de hoje do cartunista Frank, logo abaixo.
"Lula, Ronaldinho Gaúcho e Papai Noel
Lula é o melhor presidente que o Brasil já teve, segundo o Datafolha, e Ronaldinho Gaúcho é o melhor jogador do mundo nos últimos anos, segundo todo mundo. O grande injustiçado nessa história é Papai Noel, que 99% da população adulta insistem em afirmar que não existe.
Mas chegou a hora da vingança do bom velhinho.
A máscara do circense Ronaldinho caiu feio pela segunda vez em 2006, na derrota do galáctico Barcelona para o medíocre Internacional (com gol de um reserva), e ele continua sendo tratado como gênio.
Lula, o governante que não sabia do mensalão, que disse que caixa dois é normal e que tocou um dos governos mais inoperantes que o Brasil já teve, boiando no vento favorável da conjuntura internacional e na política econômica do seu antecessor, é eleito em pesquisa de opinião o melhor presidente que o país já teve.
Papai Noel, o que você está fazendo aí parado? Corra para reclamar os seus direitos.
Ronaldinho Gaúcho tem sido espetacular na variação de penteados, no repertório de salamaleques de foca amestrada e na capacidade de mostrar que, diante da “irreverência”, da “alegria” e da “fantasia”, o futebol não tem a menor importância.
Já a adoração a Lula se deve principalmente ao seu sucesso no combate à fome. Ou seja: assim como o futebol, os fatos também não têm a menor importância.
Como se sabe, os números sobre desnutrição em que o presidente baseou seu projeto estavam errados, e o Brasil não tinha o exército de famintos que adornava os panfletos do PT. Mesmo que tivesse, iam continuar com a barriga roncando, porque o Fome Zero foi aquele programa que serviu para o cantor bonzinho Bono Vox vender mais discos no Brasil (com a renda inteiramente revertida para seu próprio bolso) e para o chapliniano José Graziano conhecer Gisele Bundchen de perto (apesar do embaraço de não saber o que fazer com o cheque que ela lhe deu).
O Bolsa Família, como outros programas assistenciais, continuou apoiando o orçamento de parte das famílias pobres (algumas com carro na garagem), mas não é, como também se sabe, uma iniciativa que tenha mudado o quadro da nutrição no Brasil.
E daí? Nada disso importa. Lula disse que ia garantir três refeições para todos os brasileiros. Lula chorou. O povo gostou e acreditou.
Aliás, Lula tem dito (repetiu na diplomação) que foi ele quem derrotou a inflação. O povo está quase acreditando nisso também. O povo acredita em Lula. O povo acredita em Ronaldinho Gaúcho. Por que então essa implicância com o Papai Noel? "
Não tem tudo a ver?
Que o jovem Pato se cuide.
"Lula, Ronaldinho Gaúcho e Papai Noel
Lula é o melhor presidente que o Brasil já teve, segundo o Datafolha, e Ronaldinho Gaúcho é o melhor jogador do mundo nos últimos anos, segundo todo mundo. O grande injustiçado nessa história é Papai Noel, que 99% da população adulta insistem em afirmar que não existe.
Mas chegou a hora da vingança do bom velhinho.
A máscara do circense Ronaldinho caiu feio pela segunda vez em 2006, na derrota do galáctico Barcelona para o medíocre Internacional (com gol de um reserva), e ele continua sendo tratado como gênio.
Lula, o governante que não sabia do mensalão, que disse que caixa dois é normal e que tocou um dos governos mais inoperantes que o Brasil já teve, boiando no vento favorável da conjuntura internacional e na política econômica do seu antecessor, é eleito em pesquisa de opinião o melhor presidente que o país já teve.
Papai Noel, o que você está fazendo aí parado? Corra para reclamar os seus direitos.
Ronaldinho Gaúcho tem sido espetacular na variação de penteados, no repertório de salamaleques de foca amestrada e na capacidade de mostrar que, diante da “irreverência”, da “alegria” e da “fantasia”, o futebol não tem a menor importância.
Já a adoração a Lula se deve principalmente ao seu sucesso no combate à fome. Ou seja: assim como o futebol, os fatos também não têm a menor importância.
Como se sabe, os números sobre desnutrição em que o presidente baseou seu projeto estavam errados, e o Brasil não tinha o exército de famintos que adornava os panfletos do PT. Mesmo que tivesse, iam continuar com a barriga roncando, porque o Fome Zero foi aquele programa que serviu para o cantor bonzinho Bono Vox vender mais discos no Brasil (com a renda inteiramente revertida para seu próprio bolso) e para o chapliniano José Graziano conhecer Gisele Bundchen de perto (apesar do embaraço de não saber o que fazer com o cheque que ela lhe deu).
O Bolsa Família, como outros programas assistenciais, continuou apoiando o orçamento de parte das famílias pobres (algumas com carro na garagem), mas não é, como também se sabe, uma iniciativa que tenha mudado o quadro da nutrição no Brasil.
E daí? Nada disso importa. Lula disse que ia garantir três refeições para todos os brasileiros. Lula chorou. O povo gostou e acreditou.
Aliás, Lula tem dito (repetiu na diplomação) que foi ele quem derrotou a inflação. O povo está quase acreditando nisso também. O povo acredita em Lula. O povo acredita em Ronaldinho Gaúcho. Por que então essa implicância com o Papai Noel? "
Não tem tudo a ver?
Que o jovem Pato se cuide.

