terça-feira, dezembro 16, 2008

CRISE. ESTARÃO OS "HOMENS DO PRESIDENTE" FAZENDO MESMO O TRABALHO DE CASA?

Procurou-me, domingo último, amigo de poucos anos e muitas vidas. Sua preocupação, discreta: revelar a aceitação aos índices de popularidade obtidos por S.Excia. nas últimas pesquisas de opinião. Bom esclarecer que sempre mantivemos opiniões contrárias a respeito da questão - S.Excia. - mas, sempre, no plano do silêncio e da educação.
Desta vez não; para minha surpresa, meu amigo deixou clara sua posição e revelou estar de acordo com os caminhos seguidos por autoridades governamentais nos campos da política e da economia, na certeza de que a crise que assusta União Européia, países asiáticos e Estados Unidos, não nos atingirá.
E é simples o motivo: apesar do jeito grosseiro e da maneira estabanada muitas vezes revelada por S.Excia., no fundo é ele pessoa inteligente, competente e o presidente mais capaz, nos últimos tempos, para levar o país adiante, com ou sem crises.

Sabe meu amigo o respeito que a ele dedico. Há razões e mais razões para tal dedicação. Só lhe peço que leia, com a atenção que sempre revela quando se defronta com esforços alheios em busca de bons argumentos, as observações que abaixo levantei da leitura de fontes diversas.

Desde já agradeço sua atenção.

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CSN concede férias coletivas para 2.000

A CSN [Companhia Siderúrgica Nacional] interromperá a produção de suas unidades de Volta Redonda e Porto Real, ambas no Rio de Janeiro.

Já anunciou, para tanto, que vai dar férias coletivas para 2.000 funcionários e paralisar algumas unidades de produção a partir do dia 22 de dezembro por um período de 20 dias.

Motivo: ajustar a produção à queda na demanda por laminados e outros produtos de aço.

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Coteminas dá férias a 3.000 trabalhadores 

Apesar de considerar o mercado interno muito bom - no entendimento do vice-presidente [Pedro Garcia] da área industrial do grupo - a Coteminas [empresa do setor têxtil de propriedade da família do vice-presidente José Alencar] iniciou programação de férias coletivas nas unidades Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Informa Garcia que as férias, de 20 dias, não têm relação com a crise, muito embora a folga programada alcance cerca de 3.000 trabalhadores de um total de 12 mil funcionários da empresa, incluídos entre eles o pessoal do setor comercial em São Paulo.

Continuam as exportações para os EUA, muito embora não se possa garantir se haverá redução de encomendas.

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Vale pára mais duas unidades

Com a queda da demanda das siderúrgicas mundiais, especialmente das chinesas, a companhia começou a tomar medidas de ajuste.

Exemplos: paralisação de duas unidades de pelotas de minério de ferro no porto de Tubarão, no Espírito Santo, com capacidade total de 7,3 milhões de toneladas anuais;redução da extração de 30 milhões de toneladas de minério de ferro em Minas Gerais e  da produção de níquel na Indonésia e na China e de alumínio no Brasil, entre outras ações.
Motivo: "...contração sem precedentes da demanda global por minério de ferro e pelotas".
Apenas no que tange à fabricação de pelotas houve um corte de 23 milhões de toneladas.

Explica a Vale, em nota: "Diante da severidade da recessão global e das incertezas sobre a evolução futura da demanda, a Vale continuará a administrar sua produção de acordo com as condições de mercado prevalecentes no curto prazo."

Conseqüencias imediatas: demissão de 1.300 empregados no mundo; 5.500 trabalhadores postos em férias coletivas outros [a maior parte de Minas Gerais].
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Setor carvoeiro de Mato Grosso do Sul leva 2.000 trabalhadores à demissão

Por força da diminuição na procura internacional por ferro-gusa e minério de ferro o setor carvoeiro em Mato Grosso do Sul viu-se na contingência de reduzir drasticamente sua produção e levar a mineradora MMX a demitir 2.000 trabalhadores.

A empresa que, até recentemente, respondia por cerca de 50% da demanda interna por carvão vegetal, com um consumo médio mensal de 80 mil metros cúbicos, vê-se na perspectiva de demitir 3000 trabalhadores, nos próximos dias, como forma de ajuste à "nova realidade do mercado" e à "desaceleração da economia mundial" que espera ter duração mínima de 4 meses.

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DEU NOS JORNAIS

"SIDERURGIA: CHINA QUER REDUZIR EM ATÉ 82% PREÇO DO MINÉRIO DE FERRO

Maior consumidor mundial de de ferro, a China deverá pedir às mineradoras que diminuam em até 82% os preços do ferro depois de as cotações do aço terem caído aos níveis de 1994, disse
[nesta semana] Shan Shanghua, secretário-geral da Associação Chinesa de Ferro e Aço. As siderúrgicas chinesas deixaram de registrar lucros em outubro, já que a demanda das montadoras e empresas de construção civil despencou."

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Domingo que vem, amigo, falamos de novo. Essa conversa vai durar.