sexta-feira, janeiro 16, 2009

CONTINUA SEM SABER. MAIS DO QUE ANTES

Nada como um rápido passeio ao passado para vermos como nele se comportaram alguns republicanos emblemáticos da democracia que se vive "neste Brasil , ô, ô" do comercial da Petrobrás.
Prova do que dizemos é a matéria que postamos no dia 07 de agosto de 2007 e a que demos o título de "Outro que, também, não sabe de nada". Realizavam-se, para os de boa memória, os Pan-Americanos do Rio de Janeiro.

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"De acordo com as autoridades de Cuba, os lutadores que abandonaram o Rio e foram capturados pela polícia brasileira na Região dos Lagos, não serão objeto de qualquer tipo de revanchismo por parte daquele governo.
Chamados de "traidores"
 [logo após seu desaparecimento da Vila Pan-Americana] pelo Comandante Fidel, os atletas, a partir de sua captura pelas autoridades brasileiras, passaram a ter outro tratamento. Vejam o que diz a seu respeito, hoje, o ditador: 
"A estes cidadãos não os esperam detenções de nenhum tipo, muito menos métodos como os que usa o governo dos Estados Unidos em [as prisões militares de] Abu Ghraib e Guantánamo, jamais utilizados em nosso país   [...]   Serão oferecidas tarefas decorosas e em favor do esporte, de acordo com seus conhecimentos e experiência..."

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Rigondeaux e Lara [os atletas - boxeadores - que abandonaram a Vila] serão transferidos provisoriamente para uma casa de visita, na qual terão acesso aos familiares e poderão ter contato com a imprensa.
Só o ministro da Justiça do Brasil 
[segundo ele, os lutadores pediram pelo amor de Deus para que fossem transferidos para seu país] é que não sabe o que significa "casa de visita" lá em Cuba."

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Em tempo: era ministro da Justiça à época o senhor Tarso Fernando Herz Genro que, ainda hoje, se mantém no cargo. 
Partiu dele a negativa ao pedido do governo italiano para extraditar o criminoso Cesare Battisti [com base, segundo ele, em "fundados temores de perseguição" pelas autoridades da Itália], - condenado à revelia, em seu país,  a prisão perpétua por quatro homicídios que teria cometido entre os anos de 1977 e 1979 - contrariando a comissão incumbida de dar seu parecer a respeito do solicitado. 

Vale deixar claro que S.Excia. não tinha qualquer obrigação de seguir o definido pela comissão, senão aproveitar a competência técnica dos avaliadores. 
Não aproveitou a oportunidade e provocou a lambança internacional esperada pelo jornaleiro da esquina e até pelo pipoqueiro que faz ponto em frente ao cinema aqui perto de casa.

Conclusão: não sabia de nada em 2007 o senhor ministro; continua não sabendo mais ainda.