Prova do que dizemos é a matéria que postamos no dia 07 de agosto de 2007 e a que demos o título de "Outro que, também, não sabe de nada". Realizavam-se, para os de boa memória, os Pan-Americanos do Rio de Janeiro.
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Chamados de "traidores" [logo após seu desaparecimento da Vila Pan-Americana] pelo Comandante Fidel, os atletas, a partir de sua captura pelas autoridades brasileiras, passaram a ter outro tratamento. Vejam o que diz a seu respeito, hoje, o ditador:
"A estes cidadãos não os esperam detenções de nenhum tipo, muito menos métodos como os que usa o governo dos Estados Unidos em [as prisões militares de] Abu Ghraib e Guantánamo, jamais utilizados em nosso país [...] Serão oferecidas tarefas decorosas e em favor do esporte, de acordo com seus conhecimentos e experiência..."
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Só o ministro da Justiça do Brasil [segundo ele, os lutadores pediram pelo amor de Deus para que fossem transferidos para seu país] é que não sabe o que significa "casa de visita" lá em Cuba."
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Em tempo: era ministro da Justiça à época o senhor Tarso Fernando Herz Genro que, ainda hoje, se mantém no cargo.
Partiu dele a negativa ao pedido do governo italiano para extraditar o criminoso Cesare Battisti [com base, segundo ele, em "fundados temores de perseguição" pelas autoridades da Itália], - condenado à revelia, em seu país, a prisão perpétua por quatro homicídios que teria cometido entre os anos de 1977 e 1979 - contrariando a comissão incumbida de dar seu parecer a respeito do solicitado.
Vale deixar claro que S.Excia. não tinha qualquer obrigação de seguir o definido pela comissão, senão aproveitar a competência técnica dos avaliadores.
Não aproveitou a oportunidade e provocou a lambança internacional esperada pelo jornaleiro da esquina e até pelo pipoqueiro que faz ponto em frente ao cinema aqui perto de casa.
Conclusão: não sabia de nada em 2007 o senhor ministro; continua não sabendo mais ainda.

