sábado, janeiro 24, 2009

OS TRÊS MOSQUETEIROS DO REI - QUE ERAM QUATRO - E O REI. FAZENDO O QUÊ EM BELÉM DO PARÁ?


Em pauta na imprensa nacional nestes últimos dias, o Fórum Social Mundial - criado como contraponto ao Fórum de Davos [onde se debatem os grandes temas de economia internacional] -, iniciará seus trabalhos em Belém do Pará, que transcorrerão entre amanhã [3ªfeira, 27/01] e o dia 1º de fevereiro próximo.
Objetivo-mãe do evento: discussão dos assuntos que, na avaliação dos organizadores, são esquecidos no fórum de Davos e mostrar que os problemas da humanidade podem ser resolvidos de formas diferentes das que são hoje adotadas.

Tremo em minha modéstia, caro amigo, só de pensar no universo de questões a serem discutidas pelos participantes do encontro de Belém diante do momento de crise que assola o planeta. 
Mas eles estão lá, dizem seus líderes, é pra isso mesmo. 
"Vida que rola", diria hoje o saudoso e simpático comunista João Saldanha.

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Quatro chefes de estado - todos de países que fazem fronteira com o Brasil, apenas um pertencente ao Mercosul -, à testa S.Excia., lá estarão para participar de debate promovido por movimentos sociais no dia 29. Não perderão eles a oportunidade, estou certo - como autoridades maiores presentes ao Fórum -, de mostrar os mecanismos adotados pela América Latina para conter os impactos da crise financeira internacional. Revelarão ao resto do mundo os mecanismos e regras de competência que utilizaram para defender e evitar o envolvimento de seus países da crise que envergonha as economias e líderes do resto do mundo.
 
Mais: nada, no FSM, de Sarkozys, de Baracks e outros menos votados da União Européia, da América do Norte e dos países asiáticos. Estes se concentrarão em Davos - com presença confirmada de mais de 40 chefes de estado e de governo [China, Rússia e países africanos, inclusive] -  à espera de S.Excia. [ao menos é o que dizem as notícias divulgadas pela imprensa chapa branca daqui e dacolá] para que dê seu toque de competência aos governantes presentes no encontro que se realiza aos pés dos Alpes suiços. 

Se considerar que vale a pena comparecer à reunião com os dirigentes que procuram tirar seus países do tsunami econômico e financeiro em que vivem os lá de cima, S.Excia, quem sabe?, talvez confira o ar de sua graça em Davos. 

Aguardo, preocupado, o aconselhamento que possa vir de um de seus três ou quatro ministros da área de relações internacionais. Dependendo do conselheiro que fizer a cabeça de S.Excia. tudo pode se transformar num desastre para o Brasil de tamanho jamais imaginado. 
Rezemos para que isso não venha a acontecer.

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Cansado da caminhada diária de quarenta minutos que me impôs o médico, sentei-me diante da televisão e, à falta de algo mais importante a fazer antes de aplacar o cansaço com um bom banho, fixei-me no filme que passava, quase chegando ao fim. Era Os Três Mosqueteiros, em sua quase milésima apresentação, suponho, no horário da tarde. 

Alguma coisa, porém, tornava diferentes os heróis do filme. Mantinham, é verdade, suas capas e espadas. Mas quem eram aqueles homens que caminhavam em direção ao rei? Seus rostos não eram os de Atos, Portos e Aramis. Não me foi difícil, porém, identificar as figuras dos senhores Chávez, Evo e Correa como os mosqueteiros do rei - S.Excia. - que os aguardava, em Belém do Pará, após o glorioso combate de seus homens contra o cardeal. E o quarto homem que caminhava, com o mesmo garbo dos outros três e a seu lado, o D'Artagnan do romance e do filme? Não me custou reconhecê-lo: era o ex-padre Lugo, que se incorporava ao grupo dos três. 
Com as bênçãos de Sua Majestade.  

Fantasias de crioulo doido, só podia ser. 

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Alexandre Dumas jamais identificaria esses mosqueteiros da Latino América com os mosqueteiros de seus devaneios literários. Ainda bem. 

Esse problema, infelizmente, é nosso, que tivemos a pouca sorte de nascer nesta parte sofrida do planeta Terra.