terça-feira, fevereiro 10, 2009

SORTE, AMIGO, NÃO É PRA QUALQUER UM NÃO

Pesquisa Datafolha na cidade de São Paulo, realizada entre os dias 3 e 4 de fevereiro último; ouvidas 613 pessoas com 16 anos ou mais.

Resultados: na terça parte dos domicílios da cidade, de agosto de 2008 a janeiro do corrente ano, um trabalhador, ao menos, perdeu o emprego; 40% dos entrevistados pertencentes às classes D e E, informaram que alguém em suas casas ficou desempregado; 31% dos pesquisados informaram passar [em suas empresas] de algum a grande risco de serem dispensados de seus trabalhos; 47% dos entrevistados responderam - quando perguntados se preferiam ter seus salários reduzidos e garantidos seus empregos a serem demitidos - que consideravam melhor a flexibilização salarial e a manutenção no trabalho [entre os que têm menor renda (classes D e E), para este quesito, o percentual atinge 55%].

Ou seja, o trabalhador responsável pelo maior PIB do pais, em plena era petista, dá mostras de não estar resistindo à marolinha de S.Excia. 

X X X

Imagine, leitora amiga, se, em lugar de marolinha, nos defrontássemos com a crise que assola o resto do mundo.

"Somos mesmo um país sortudo", dizia o mendigo no banco do jardim, ao ler a notícia no jornal que a velhinha sempre deixava escondido - depois de ler a página de esportes - por trás do canteiro que fica ao lado da lixeira azul da Comlurb.