"... Logo após a destituição do Presidente, denunciada a ação militar como um “golpe de Estado” por todas as Chancelarias, os Estados americanos condenaram o que sucedera e decidiram retirar seus Embaixadores junto ao Governo de Tegucigalpa em sinal de protesto, convocando, ao mesmo tempo, uma reunião do Grupo do Rio e da Alba, o grupo dos Estados que seguem a linha chavista. Esta reação está, com certeza, fundada na resolução da OEA adotada em Santiago do Chile, a qual condena os golpes de Estado como incompatíveis com o regime democrático. Estes os fatos, na seqüência.
Não se teve notícia de que os Governos que condenaram a deposição do Presidente da República de Honduras se tivessem detido um instante a ler a Constituição de Honduras e a verificar se a Suprema Corte poderia ou não determinar o fim do mandato do Presidente da República que a desafiara, contrariando a ordem democrática. Não houve, igualmente, Chefe de Governo ou Chanceler que se tivesse detido um instante que fosse para saber quais os interesses em jogo e se a convocação da Assembléia Constituinte iria ou não estabelecer um regime de facto mascarado de jure. As decisões foram tomadas em função de um único fator: o Exército retirara o Presidente do Palácio e o mandara para o território neutro de Costa Rica, onde não há Exército. E tudo indica, pelo noticiário, que começou a caça dos partidários do Chefe de Estado deposto.
Estes os fatos até agora ..."
[Continua]
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Sugiro a leitura da postagem - de mesmo título que a presente - publicada ontem [20/07]. Acredito que facilitaria o entendimento do Professor Oliveiros sobre a questão.

