Dispus-me a reproduzí-lo depois de conversa em minha casa com jovens estudantes de Relações Internacionais; todos defendiam, com ardor, o presidente deposto de Honduras e classificavam - no mínimo - como golpistas, os membros do Governo Provisório que se estabeleceu naquele país.
"O que podemos chamar de “caso Honduras” merece uma reflexão. Os romanos diziam que em situações como essa é necessário agir sem cólera nem parcialidade. Tentemos proceder dessa maneira.
Quais são os fatos?
O Presidente da República de Honduras pretendia realizar um plebiscito para convocar uma Assembléia Constituinte com a missão de/para aprovar uma nova Constituição que lhe daria o direito de reeleger-se − o estilo Chávez de governar. A oposição recorreu à Suprema Corte que proibiu a realização do plebiscito. O Exército deixou claro que acataria a decisão judicial e a conseqüência desta atitude legalista foi que o Presidente demitiu o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e marcou a data da consulta popular. Um dia depois, temeroso da reação militar, renomeou o General demitido e deu o caso por encerrado, afirmando, ao mesmo tempo, que o plebiscito se realizaria apesar da decisão em contrário da Suprema Corte. Os Juízes, sentindo-se desprestigiados, determinaram ao Exército que destituísse o Presidente − o que foi feito sem nenhuma delicadeza, o Chefe de Estado sendo embarcado de pijamas num avião, juntamente com sua família. Estes os primeiros fatos..."
[Continua]
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Deixamos para amanhã mais um trecho do artigo. Acredito que tenhamos, os jovens universitários e eu, muito coisa a aprender com o Professor Oliveiros.

