Foram gastos pelo Grupo Gerdau U$ 242 milhões na Minmetals [indústria chinesa de bens de capital e instalações]. A compra foi para a Açominas e, se efetuada no Brasil [mesmos produtos, mas nacionais], a empresa despenderia o equivalente a U$ 400 milhões na operação. Segundo Newton Mello, presidente da Abimaq [Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos] "Essa encomenda é suficiente para manter uma fábrica em funcionamento por dois anos, com 800 empregados [...] Já conversamos com o governo, mas a solução exige uma profunda mudança na política cambial, corte nos impostos e uma queda drástica dos juros".
Vale lembrar que, de janeiro a novembro do ano que passou, as importações de equipamentos chineses alcançaram o montante de US$ 234 milhões [96,5% de crescimento em relação a 2004], números que, seguramente, tendem, no mínimo, a dobrar novamente no corrente ano.
Três fatores são responsáveis pela diferença de preços entre os produtos lá fabricados e o nacional : real valorizado, yuan desvalorizado e subsídio chinês às exportações. Para reduzir a diferença e para enfrentar o crescimento do produto chinês [que ocupa, hoje, posição de destaque, também, na produção de calçados, brinquedos, eletroeletrônicos e vários outros bens de consumo], os fabricantes brasileiros de máquinas injetoras de plástico [35% do mercado nacional dominado pelos chineses] e de macacos hidráulicos estão se organizando com vistas entrar, junto à Camex, com pedido de salvaguardas [a Abimaq vem reunindo a documentação pertinente para dar sustentação ao pleito] de forma que, ao menos, seja garantida a posição que a indústria nacional ocupa no mercado. Espera-se, também, que o BNDES aprove, ainda no corrente trimestre, linha de financiamento que garanta ao fabricante nacional custos equiparados aos internacionais.
Três fatores são responsáveis pela diferença de preços entre os produtos lá fabricados e o nacional : real valorizado, yuan desvalorizado e subsídio chinês às exportações. Para reduzir a diferença e para enfrentar o crescimento do produto chinês [que ocupa, hoje, posição de destaque, também, na produção de calçados, brinquedos, eletroeletrônicos e vários outros bens de consumo], os fabricantes brasileiros de máquinas injetoras de plástico [35% do mercado nacional dominado pelos chineses] e de macacos hidráulicos estão se organizando com vistas entrar, junto à Camex, com pedido de salvaguardas [a Abimaq vem reunindo a documentação pertinente para dar sustentação ao pleito] de forma que, ao menos, seja garantida a posição que a indústria nacional ocupa no mercado. Espera-se, também, que o BNDES aprove, ainda no corrente trimestre, linha de financiamento que garanta ao fabricante nacional custos equiparados aos internacionais.
Sorte que são os chineses que estão chegando. Já imaginou, leitora, se fossem os marcianos?

