Quem pesquisar o SIAFI (Sistema de Administração Financeira do Ministério da Fazenda), como fez a ONG Contas Abertas, constatará que [de 2001 a 2005] foram pagos, com recursos oriundos do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza:
- em passagens...R$19,0 milhões;
- em diárias...R$ 12,9 milhões;
- em veículos...R$ 9,3 milhões; e
- em CPMF...R$ 48,3 milhões.
Além dos itens apontados foram efetuadas despesas com “explosivos e munições” (R$ 58.350,21), “alimentos para animais” (R$ 238.549,97) e utensílios para “festividades e homenagens” (R$ 29.619,00).
Fica a dúvida - expressa em Requerimento de Informações ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome pelo deputado federal Eduardo Paes (PSDB/RJ): de que forma tais dispêndios [aos quais se somam uma câmera digital Sony, o aluguel de um carro Gol (com ar condicionado), a compra de plaquetas para o tombamento patrimonial no Ministério da Justiça, o apoio à realização do XI Encontro Brasileiro de Gays, Lésbicas e Travestis e o ressarcimento de moradias funcionais em Brasília] ajudaram a erradicar a pobreza no Brasil?
Acredite, prezada e inteligente leitora, o MDS (Ministério do Desenvolvimento Social) não identificou qualquer irregularidade nos dispêndios apontados. O que conflita com o pensamento do Tribunal de Contas da União (TCU):que investigou o assunto em 2005 e planeja ampla auditoria para o corrente ano. Vale a pena acompanhar o trabalho do Tribunal.

