Quando Alckmin declarou que não quer ser candidato por WO dirigentes tucanos identificaram sua atitude como um sinal de que o governador paulista não se dispõe a aceitar, caso não seja ele o vencedor, o resultado das consultas internas que serão feitas pelo PSDB até março. Receio [justificável] dos dirigentes tucanos: dissenção no partido [liderada por Alckmin] caso o prefeito Serra seja escolhido como candidato oficial dos tucanos à presidência.
Engana-se o governador de São Paulo [como outros candidatos de oposição se enganaram à época em que o PSDB era governo] ao forçar sua pré-candidatura. Esquece o governador [de dois mandatos e candidato majoritário, entre eles, à prefeitura da capital] que não dispõe da cobertura dos veículos de comunicação que teve em passado não tão remoto, o que lhe exige, hoje, esforço adicional na construção de aliados fora de São Paulo onde as pesquisas não lhe dão mais que 5% das preferências na disputa para a presidência.
Comenta-se, entre os poucos que com o governador puderam desfrutar de relacionamento mais próximo, que dele não conseguiram extrair afirmações políticas mais consistentes, quer seja sobre seu posicionamento quanto a políticas regionais e externas, quer seja quanto a política econômica. Não houve quem, no entanto, deixasse de destacar sua cordialidade, sua conduta fina e educada e suas opiniões [óbvias] sobre o governo do presidente Lula da Silva. O que é muito pouco para enfrentar qualquer discurso populista do adversário com que deverá [se espera] confrontar, se impuser seu nome ao tucanato para disputar a presidência. Destes que o ouviram [incluído entre eles o ex-presidente FHC], quase todos duvidam de sua competitividade. Podem até não dizer, mas duvidam.
Valem as palavras de Aécio Neves, após receber ligação telefônica de Alckmin: "Se não tivermos unidade, não estaremos preparados para o embate. E não acho que essa seja uma eleição ganha."
E perder as eleições deste ano é um risco que o PSDB não pretende [nem pode] correr.

