Amanhã [11], em Brasília, dirigentes sindicais encaminharão ao ministro Luiz Marinho [do Trabalho e Emprego] proposta de aumento do salário-mínimo para R$ 360, valor intermediário entre o defendido pelas centrais sindicais [R$ 400] e o previsto na proposta orçamentária para este ano [R$ 321]. Estipulou-se o valor durante reunião na sede da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), hoje [10], em São Paulo. Presentes: dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Social Democracia Sindical (SDS), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT). Discutiu-se durante a reunião, também, o encaminhamento do pedido para a correção em 10% da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), no que houve consenso.
"Não vamos abrir mão desse teto nem que haja uma contraproposta de baixar para R$ 359", afirmou João Felício [presidente da CUT]. Aceito este valor o Brasil terá o maior reajuste das últimas décadas [em torno de 14% do último salário-mínimo], o que, somado aos 7% de aumento real em 2005, resultaria em uma correção no mínimo de 22%.
Será em torno de R$ 1,6 bilhão, segundo cálculos da CUT, o impacto do aumento proposto sobre a folha previdenciária, montante a ser obtido reduzindo-se a meta do superávit primário. Para Paulinho, presidente da Força Sindical, a decisão de recuar dos R$ 400 para os R$ 360 revela que os sindicalistas "estão dispostos a colaborar para evitar o desgaste com discussões em torno de várias propostas, pelo fato de congressistas, governo e trabalhadores apresentarem cada um uma versão diferente".
Tanto José Felício quanto Paulinho afirmam que o valor é "inegociável" e foi fechado de forma tranqüila e rápida, em reunião que não chegou aos quinze minutos.
Resta saber se governo e congressistas aceitam ou não a nova proposta dos sindicalistas.

