Camille Chalmers, professor de economia na Universidade Estatal do Haiti [e secretário-executivo da organização Plataforma por uma Alternativa de Desenvolvimento Sustentável] afirma que o governo brasileiro deveria "aproveitar a crise provocada pela morte trágica do general Urano Bacellar para transformar a missão em uma força de solidariedade ativa".
Considera Chalmers que a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti [Minustah] deixou de cumprir as metas de atuação que lhe foram definidas: 1) garantir o respeito aos direitos humanos; 2) garantir a estabilidade política e 3) garantir o desenvolvimento econômico do país. Face ao fracasso da Minustah no atendimento a essas metas, Chalmers sugere que o governo brasileiro substitua a força militar por um efetivo apoio nas áreas de saúde e educação de forma a "tentar resolver os problemas sociais e econômicos muito graves que estamos vivendo aqui", já que, segundo ele, a miséria é "o miolo da crise social haitiana" e chega a ser "escandaloso que a Minustah consume US$ 25 milhões por mês em um país tão pobre como o Haiti".

