Segundo o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) [sub-relator de movimentação financeira], faltando dois meses para que encerre seus trabalhos [iniciados em 9 de junho do ano que passou], não chegaram às mãos dos membros da CPMI dos Correios nem 40% das informações [de órgãos públicos e empresas privadas] por ela solicitados.
No setor público pode-se dar o exemplo da Receita Federal que, até agora, não enviou para a CPMI as informações [já coletadas] sobre os parlamentares suspeitos de envolvimento com o esquema do "mensalão". Sem os dados da Receita, é praticamente impossível ter a certeza de que um deputado movimentou recursos não compatíveis com os ganhos que declarou em seu IR.
Já no campo das empresas privadas pode-se citar o exemplo do não encaminhamento à CPI de parte substancial dos dados pedidos aos bancos Real, Safra e BankBoston [no país] e, também, dos dados sobre movimentações financeiras no exterior.
Fruet chama a atenção, ainda, para o fato de que a Polícia Federal ainda não entregou à comissão os resultados da perícia contábil realizada nas duas agências de Marcos Valério de Souza com base no material apreendido em junho de 2005.
É, está didfícil trabalhar com todas essas limitações [que alguns negam existir]. E há quem diga que há precipitação dos membros da comissão [denuncismo] sempre que conseguem transmitir alguma informação. Mas será que os dados estarão disponíveis em tempo útil?

