segunda-feira, fevereiro 06, 2006

ASSIM SE DESTRÓI UMA CPI

Dia 27 de janeiro último a CPI dos Bingos foi impedida [por decisão do ministro Nelson Jobim] de quebrar os sigilos [bancário, telefônico e financeiro] de Paulo Okamotto, presidente do Sebrae [Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas] e amigo do presidente Lula da Silva. Dia 19 do mesmo mês, o ministro presidente do Supremo já fizera o mesmo com relação ao empresário Roberto Carlos Kurzweil [dono da loja que alugou o carro em que dois ex-assessores do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmaram ter levado - de Campinas para São Paulo - três caixas de uísque supostamente contendo dólares de Cuba para a campanha do PT em 2002]. No dia 31, Jobim suspendeu [pela segunda vez] requerimento do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que quebrava, pela segunda vez, os sigilos de Kurzweil.
Sexta-feira última, à noite, nova decisão do Supremo [a quarta, apenas neste ano] contrariou a CPI dos Bingos: a ministra Ellen Gracie [futura presidente do STF, ao que consta] concedeu liminar, ao mesmo sr.Kurzweil, garantindo-lhe salvo-conduto [que permite a um depoente não responder na CPI a determinadas perguntas sem, por isso, ser ameaçado de prisão] na sessão de amanhã , em que deverá responder às questões que lhe forem feitas pelos membros da comissão de inquérito.

Não é um quadro que seja de agrado dos parlamentares que, por isso, nas pessoas do relator e do presidente da CPI, se encontrarão com o ministro Jobim no STF.
Mais um pouco e a CPI dos Bingos acaba.