Inicialmente vacilante, José Serra, prefeito de São Paulo, tomou ontem, quinta-feira, 02 - em seu "exílio" na Argentina, de onde deveria ter regressado na quarta-feira logo após o Carnaval mas que deverá fazê-lo somente hoje -, a decisão, finalmente, de concorrer à Presidência da República, o que levará ao conhecimento formal, nos próximos dias, do senador Tasso Jereissati (CE), presidente do PSDB.
Tudo leva a crer que a decisão do prefeito paulista teve sua origem, sobretudo, nas pesquisas recentes do Ibope, que revelariam empate técnico [no ninho dos tucanos] entre os candidatos de seu partido [ele, Serra, e o governador Alckmin] e o presidente Lula da Silva, conseqüência, ao que tudo indica, da insegurança quanto a seu afastamento da prefeitura de São Paulo para concorrer à presidência.
Sem contar com a participação de FHC e Aécio Neves, que com ele compunham o triunvirato tucano que tentava definir a questão sucessória no âmbito do PSDB e que, discretamente, se afastaram do "olho do furacão", o senador Jereissati não escondia ontem seu mal-estar com a situação e aguardava um sinal de Serra para tentar conseguir levar o governador de São Paulo a abandonar sua pré-candidatura e unir-se ao prefeito.
Quaisquer que sejam as circunstâncias, favoráveis ou desfavoráveis as pesquisas de intenção de voto, Serra está disposto a partir para novo embate com Lula.
Resta saber se Geraldo Alckmin aceita abrir mão de seu sonho presidencial. Não acho fácil, não.
Tudo leva a crer que a decisão do prefeito paulista teve sua origem, sobretudo, nas pesquisas recentes do Ibope, que revelariam empate técnico [no ninho dos tucanos] entre os candidatos de seu partido [ele, Serra, e o governador Alckmin] e o presidente Lula da Silva, conseqüência, ao que tudo indica, da insegurança quanto a seu afastamento da prefeitura de São Paulo para concorrer à presidência.
Sem contar com a participação de FHC e Aécio Neves, que com ele compunham o triunvirato tucano que tentava definir a questão sucessória no âmbito do PSDB e que, discretamente, se afastaram do "olho do furacão", o senador Jereissati não escondia ontem seu mal-estar com a situação e aguardava um sinal de Serra para tentar conseguir levar o governador de São Paulo a abandonar sua pré-candidatura e unir-se ao prefeito.
Quaisquer que sejam as circunstâncias, favoráveis ou desfavoráveis as pesquisas de intenção de voto, Serra está disposto a partir para novo embate com Lula.
Resta saber se Geraldo Alckmin aceita abrir mão de seu sonho presidencial. Não acho fácil, não.

