Embora afirmando não acreditar na existência de um "acordão" para evitar as cassações, mas sim numa troca de "gentilezas" entre os partidos para evitar que parlamentares seus fossem cassados, o deputado Ricardo Izar (PTB-SP), presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar não escondia sua frustração com a absolvição dos deputados Roberto Brant (PFL-MG) e Professor Luizinho (PT-SP).
"O Conselho não errou em nada e cumpriu o seu papel [...] Nós estamos de ressaca [...] Ficamos frustrados porque nosso trabalho é intenso [...] Houve praticamente uma troca, um investimento de um partido em outro [...] Eu senti que a grande maioria do plenário não viu o processo, não acompanhou a fala do relator, não conhece o processo. Votou na base do sentimentalismo, do romantismo, da amizade", afirmou Izar, ressaltando que vai propor ao conselho que, nos julgamentos que estão por vir, as lideranças partidárias sejam contatadas pelos relatores e membros da comissão, garantindo que [elas, as lideranças] tomem conhecimento detalhado dos pareceres, de forma a que não se repitam os constrangimentos ontem observados.
Verdade é que a absolvição de Brant e Luizinho desencadeou uma série de reações de desagrado no seio da Casa, em particular no grupo de deputados não envolvidos em qualquer tipo de acordão e da facção preocupada em garantir junto à opinião pública, ao menos, ares de dignidade de uma câmara tão denegrida no último ano por força dos sucessivos escândalos que envolveram boa parte de seus membros.
"Eles [os partidários do acordão] não são obrigados a acatar, mas deveriam pelo menos ouvir o relator", disse o deputado Orlando Fantazzinni (Psol-SP). Dizendo não acreditar na hipótese de acerto entre os partidos, o deputado Fernando Ferro (PT-PE) - que, na manhã de hoje, no Salão Verde, envolveu-se em bate-boca com o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) que quase os levou às vias de fato - afirmou: "Da nossa parte não há acordo. Há a busca da verdade e da justiça". Delgado, após o quase confronto pessoal com Ferro, defendeu a votação aberta, contrariamente ao que acontece hoje, no plenário da Câmara; garante ele que o deputado Júlio Redecker (PSDB-RS) está providenciando o recolhimento de assinaturas visando a propor emenda à Constituição implantando o voto aberto no plenário. "A opinião pública deve saber quem votou contra e a favor", afirmou ele, que está tomando as medidas necessárias para formalizar proposta de renúncia coletiva dos integrantes do Conselho de Ética da Câmara, como protesto às decisões tomadas no dia de ontem, quarta-feira, 08 de março, que ficará gravado na memória de todos os brasileiros dignos como uma mancha negra.
Delcídio Amaral, presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, absteve-se de fazer um "juízo de valor" sobre os fatos ocorridos ontem em plenário, mas chamou atenção para o fato de que a opinião pública se mostra absolutamente contrária às absolvições. Alertou ele: "Eu respeito o posicionamento do plenário da Câmara. Mas acho que nessa batida que vai, vai ficar cada vez mais difícil caminhar nas ruas, porque a opinião pública está vindo no sentido contrário. Com justa razão. E as coisas estão chegando ao surrealismo tal que acho que daqui há pouco o Conselho de Ética vai ter que pedir desculpas".
Revelou sensibilidade o senador matogossense. Coisa que anda fazendo falta a muita gente boa lá em Brasília. Tomara que sua voz seja ouvida.
"O Conselho não errou em nada e cumpriu o seu papel [...] Nós estamos de ressaca [...] Ficamos frustrados porque nosso trabalho é intenso [...] Houve praticamente uma troca, um investimento de um partido em outro [...] Eu senti que a grande maioria do plenário não viu o processo, não acompanhou a fala do relator, não conhece o processo. Votou na base do sentimentalismo, do romantismo, da amizade", afirmou Izar, ressaltando que vai propor ao conselho que, nos julgamentos que estão por vir, as lideranças partidárias sejam contatadas pelos relatores e membros da comissão, garantindo que [elas, as lideranças] tomem conhecimento detalhado dos pareceres, de forma a que não se repitam os constrangimentos ontem observados.
Verdade é que a absolvição de Brant e Luizinho desencadeou uma série de reações de desagrado no seio da Casa, em particular no grupo de deputados não envolvidos em qualquer tipo de acordão e da facção preocupada em garantir junto à opinião pública, ao menos, ares de dignidade de uma câmara tão denegrida no último ano por força dos sucessivos escândalos que envolveram boa parte de seus membros.
"Eles [os partidários do acordão] não são obrigados a acatar, mas deveriam pelo menos ouvir o relator", disse o deputado Orlando Fantazzinni (Psol-SP). Dizendo não acreditar na hipótese de acerto entre os partidos, o deputado Fernando Ferro (PT-PE) - que, na manhã de hoje, no Salão Verde, envolveu-se em bate-boca com o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) que quase os levou às vias de fato - afirmou: "Da nossa parte não há acordo. Há a busca da verdade e da justiça". Delgado, após o quase confronto pessoal com Ferro, defendeu a votação aberta, contrariamente ao que acontece hoje, no plenário da Câmara; garante ele que o deputado Júlio Redecker (PSDB-RS) está providenciando o recolhimento de assinaturas visando a propor emenda à Constituição implantando o voto aberto no plenário. "A opinião pública deve saber quem votou contra e a favor", afirmou ele, que está tomando as medidas necessárias para formalizar proposta de renúncia coletiva dos integrantes do Conselho de Ética da Câmara, como protesto às decisões tomadas no dia de ontem, quarta-feira, 08 de março, que ficará gravado na memória de todos os brasileiros dignos como uma mancha negra.
Delcídio Amaral, presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, absteve-se de fazer um "juízo de valor" sobre os fatos ocorridos ontem em plenário, mas chamou atenção para o fato de que a opinião pública se mostra absolutamente contrária às absolvições. Alertou ele: "Eu respeito o posicionamento do plenário da Câmara. Mas acho que nessa batida que vai, vai ficar cada vez mais difícil caminhar nas ruas, porque a opinião pública está vindo no sentido contrário. Com justa razão. E as coisas estão chegando ao surrealismo tal que acho que daqui há pouco o Conselho de Ética vai ter que pedir desculpas".
Revelou sensibilidade o senador matogossense. Coisa que anda fazendo falta a muita gente boa lá em Brasília. Tomara que sua voz seja ouvida.

