Na madrugada de ontem, quarta-feira, 08, como parte das atividades alusivas ao Dia Internacional da Mulher, cerca de 2 mil pessoas, integrantes da Via Campesina, organização internacional de agricultores presente em 56 países [são seus principais aliados no Brasil a CPT-Comissão Pastoral da Terra e o MST], mulheres em sua grande maioria, entraram no horto florestal da Fazenda Barba Negra, no município de Barra do Ribeiro (RS) - pertencente à produtora de celulose Aracruz -, protestando contra a implantação das lavouras de eucalipto para a produção de papel e celulose e destruiram parte de suas instalações; prosseguindo em marcha até Porto Alegre o grupo forçou - e conseguiu - a entrada nas instalações da 2a Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural, promovida pelo Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Mulheres invasores, componentes do grupo, leram manifesto ao ministro da Reforma Agrária e às delegações presentes, criticando os avanços alcançados pelo agronegócio na América Latina.
Foram contabilizadas pela Aracruz, em princípio, perdas em torno de U$ 1,2 bi de dólares nelas incluídas as conseqüentes à destruição de seu laboratório de pesquisas. Materiais genéticos que tomaram cerca de 15 anos para sua produção, além de outros que não há mais condições de adquirir, foram perdidos, além de 1 milhão de mudas prontas para o plantio.
Irma Ostroski, coordenadora da Via Campesina, em defesa da invasão, declarou: "Não queremos o deserto verde das empresas de celulose. Queremos um país que produza alimentos", no que foi contestada por Renato Rostirolla ["Se forem aprovados todos os investimentos previstos para as indústrias, Stora Enso, Votorantim e Aracruz, a área para o deserto verde iria aumentar para aproximadamente 2.5%, quase nada em relação à grande área existente nessa região"], gerente regional florestal da empresa.
Segundo as representantes da Via Campesina, a plantação de eucaliptos para a indústria de papel e celulose é um risco para a biodiversidade, no que, mais uma vez, são contestados por Rostirolla, ao afirmar que "...faltam informações para essas trabalhadoras". Ressalta ele que, para cada dois hectares plantados, a Aracruz preserva 1, valendo dizer "...que do total da área que a empresa utiliza para o cultivo de eucaliptos, 33% é de área de preservação. É bem acima do exigido, que é 20% de preservação. Além disso, nós temos o Selo Verde e certificações que garantem aos nossos clientes que trabalhamos de maneira sustentável".
"Mexeram no coração do viveiro", disse Rostirolla, ao ser entrevistado por emissoras de rádio e televisão.
Na cidade do Rio de Janeiro, enquanto isso, o valoroso Exército Brasileiro ocupa as favelas, em missão, na aparência, idêntica à que o vemos exercer no Haiti, em busca de uma pistola, dez fuzis e do respeito que lhe deve o povo brasileiro.
Em Brasília, contrariando as expectativas dos que ainda acreditavam em sua dignidade, a Câmara dos Deputados [aquela que alguém já chamou "dos 300 picaretas", lembram?] absolvia dois deputados dos crimes que cometeram - caixa 2 é crime, lembrou muto recentemente o ministro da Justiça -, amplamente comprovados pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar.
Falta alguém - muitos, aliás - em Bangu 1, em Nuremberg ou no manicômio.
Foram contabilizadas pela Aracruz, em princípio, perdas em torno de U$ 1,2 bi de dólares nelas incluídas as conseqüentes à destruição de seu laboratório de pesquisas. Materiais genéticos que tomaram cerca de 15 anos para sua produção, além de outros que não há mais condições de adquirir, foram perdidos, além de 1 milhão de mudas prontas para o plantio.
Irma Ostroski, coordenadora da Via Campesina, em defesa da invasão, declarou: "Não queremos o deserto verde das empresas de celulose. Queremos um país que produza alimentos", no que foi contestada por Renato Rostirolla ["Se forem aprovados todos os investimentos previstos para as indústrias, Stora Enso, Votorantim e Aracruz, a área para o deserto verde iria aumentar para aproximadamente 2.5%, quase nada em relação à grande área existente nessa região"], gerente regional florestal da empresa.
Segundo as representantes da Via Campesina, a plantação de eucaliptos para a indústria de papel e celulose é um risco para a biodiversidade, no que, mais uma vez, são contestados por Rostirolla, ao afirmar que "...faltam informações para essas trabalhadoras". Ressalta ele que, para cada dois hectares plantados, a Aracruz preserva 1, valendo dizer "...que do total da área que a empresa utiliza para o cultivo de eucaliptos, 33% é de área de preservação. É bem acima do exigido, que é 20% de preservação. Além disso, nós temos o Selo Verde e certificações que garantem aos nossos clientes que trabalhamos de maneira sustentável".
"Mexeram no coração do viveiro", disse Rostirolla, ao ser entrevistado por emissoras de rádio e televisão.
Na cidade do Rio de Janeiro, enquanto isso, o valoroso Exército Brasileiro ocupa as favelas, em missão, na aparência, idêntica à que o vemos exercer no Haiti, em busca de uma pistola, dez fuzis e do respeito que lhe deve o povo brasileiro.
Em Brasília, contrariando as expectativas dos que ainda acreditavam em sua dignidade, a Câmara dos Deputados [aquela que alguém já chamou "dos 300 picaretas", lembram?] absolvia dois deputados dos crimes que cometeram - caixa 2 é crime, lembrou muto recentemente o ministro da Justiça -, amplamente comprovados pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar.
Falta alguém - muitos, aliás - em Bangu 1, em Nuremberg ou no manicômio.

