segunda-feira, março 06, 2006

MIGUEL ROSSETO, QUE DEIXA O GOVERNO, VAI OUVIR O QUE NÃO QUER

Disse Jaime Amorim, líder regional do MST em São Lourenço da Mata [ver nossa postagem de ontem, MST: AGORA É A "JORNADA DE LUTA" etc..."] onde o movimento ocupou, entre outras, terras no engenho São João, pertencente ao Grupo Votorantim : "Não haverá trégua".
Prevêem os líderes do "2006 vermelho", outra designação para a "Jornada de Luta", que as ocupações, iniciadas neste mês de março, alcancem mais de 30 propriedades até abril, sejam acompanhadas de greves de fome para conseguir, pelo constrangimento às autoridades, a desapropriação de áreas em conflito e, sobretudo, o cumprimento da meta do Incra para este ano, ou seja, o assentamento de 8 mil famílias.
Em seus últimos dias no governo, que deixará no final do corrente mês para concorrer a vaga no Senado, Miguel Rossetto, ministro do Desenvolvimento Agrário, tem agendado para hoje, 06, seu comparecimento à 2ª Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural. Nela, tomará conhecimento de relatório do representante de plantão do MST ao evento [são tantos os líderes, representantes, chefes, delegados e outros títulos menos nobres do movimento] que mostra haver mais recuos que avanços na execução da reforma agrária no governo do presidente Lula da Silva.
Vai daí que a solução é mesmo invadir as terras alheias...

Em confronto com os traficantes no Rio de Janeiro o Exército aguarda ações mais ousadas do MST para fazer valer sua força nas áreas em conflito.