Lá como cá, diferente apenas por ser nos domingos, o companheiro Hugo Chávez, presidente da Venezuela, tem seu programa de rádio, "Alô, Presidente", também transmitido pela TV, em tudo semelhante ao nosso "Café com o Presidente", que vai ao ar nas manhãs das segundas-feiras.
Ontem, domingo, 5, dedicou-se S.Excelência de lá, a comentar a gloriosa apresentação de nossa Unidos de Vila Isabel, que desfilou com o patrocínio da estatal PDVSA-Petróleos de Venezuela S.A.
Deslumbrado com o desfile da azul e branco da Vila, vencedora do Carnaval deste ano, Chávez não se cansava de repetir: "Que maravilha! Que sublime!" e, aproveitando a oportunidade para demonstrar seus profundos conhecimentos da História do país amigo [o Brasil, no caso], e estreitar os laços da "latinidad" tão bem cantada e sambada pelos componentes da escola, dizia emocionado: "Tremenda vitória da integração latino-americana a da escola de samba Vila Isabel, de grande tradição no Rio, assim chamada em homenagem à filha de um rei português que lutou pela libertação dos escravos [referia-se à Princesa Isabel, certamente, filha do Imperador D.Pedro II, cujo nomes sua assessoria, por certo, esqueceu de colocar em sua fala]. Ganhou o primeiro lugar do carnaval número um do mundo".
Representantes da escola - à exceção de seu Presidente de Honra, Martinho da Vila, indisposto com seus companheiros por razões óbvias -, enquanto isso, cá do Rio, agradeciam, comovidos, ao presidente da Venezuela e a seu povo rico e maravilhoso.
"Aí esta Bolívar, gigante como é", dizia quase em prantos S.Excia. à passagem da enorme figura do líder revolucionário exibida em um dos carros alegóricos da escola; e concluía, tomado pela emoção, que, "... milhões de pessoas viram Bolívar lançar sua mensagem de integração".
Ficou no ar para o povo venezuelano, sem dúvida [e para alguns brasileiros desconfiados com tanta gentileza], apenas duas interrogações: 1) quanto gastou a PDVSA para ver o enredo "Soy loco por ti, América" ser apresentado no Sambódromo?;e 2) a quem interessou, fora à Vila, tanto desprendimento do "muy amigo" irmão presidente?
Respondeu Chávez que lamentava a falta de visão daqueles [por sinal, muitos] que não tinham capacidade para ver a "... parte ideológica do investimento". E concluiu: "Com um investimento modesto conseguimos um impacto mundial".
Admite-se que o "modesto investimento" tenha variado entre U$ 450 mil e US 2 milhões. Wilson Moisés Alves, diretor da escola, declarou ao jornal venezuelano "El Universal" que uma cláusula do contrato assegura sua confidência.
Ontem, domingo, 5, dedicou-se S.Excelência de lá, a comentar a gloriosa apresentação de nossa Unidos de Vila Isabel, que desfilou com o patrocínio da estatal PDVSA-Petróleos de Venezuela S.A.
Deslumbrado com o desfile da azul e branco da Vila, vencedora do Carnaval deste ano, Chávez não se cansava de repetir: "Que maravilha! Que sublime!" e, aproveitando a oportunidade para demonstrar seus profundos conhecimentos da História do país amigo [o Brasil, no caso], e estreitar os laços da "latinidad" tão bem cantada e sambada pelos componentes da escola, dizia emocionado: "Tremenda vitória da integração latino-americana a da escola de samba Vila Isabel, de grande tradição no Rio, assim chamada em homenagem à filha de um rei português que lutou pela libertação dos escravos [referia-se à Princesa Isabel, certamente, filha do Imperador D.Pedro II, cujo nomes sua assessoria, por certo, esqueceu de colocar em sua fala]. Ganhou o primeiro lugar do carnaval número um do mundo".
Representantes da escola - à exceção de seu Presidente de Honra, Martinho da Vila, indisposto com seus companheiros por razões óbvias -, enquanto isso, cá do Rio, agradeciam, comovidos, ao presidente da Venezuela e a seu povo rico e maravilhoso.
"Aí esta Bolívar, gigante como é", dizia quase em prantos S.Excia. à passagem da enorme figura do líder revolucionário exibida em um dos carros alegóricos da escola; e concluía, tomado pela emoção, que, "... milhões de pessoas viram Bolívar lançar sua mensagem de integração".
Ficou no ar para o povo venezuelano, sem dúvida [e para alguns brasileiros desconfiados com tanta gentileza], apenas duas interrogações: 1) quanto gastou a PDVSA para ver o enredo "Soy loco por ti, América" ser apresentado no Sambódromo?;e 2) a quem interessou, fora à Vila, tanto desprendimento do "muy amigo" irmão presidente?
Respondeu Chávez que lamentava a falta de visão daqueles [por sinal, muitos] que não tinham capacidade para ver a "... parte ideológica do investimento". E concluiu: "Com um investimento modesto conseguimos um impacto mundial".
Admite-se que o "modesto investimento" tenha variado entre U$ 450 mil e US 2 milhões. Wilson Moisés Alves, diretor da escola, declarou ao jornal venezuelano "El Universal" que uma cláusula do contrato assegura sua confidência.
Vila Isabel campeã. Isso é o que importa. Está falado.

