Decidida a manutenção da verticalização para as eleições deste ano [ministros Marco Aurélio de Mello e César Asfor Rocha votaram contra e Humberto Gomes, Gerardo Grossi, Gilmar Mendes, César Peluso e Caputo Bastos a favor] - contrariando os interesses do presidente Lula da Silva, favorável à queda da regra - aguarda-se agora que a Corte responsável pelo julgamento e constitucionalidade de leis e emendas, o STF-Supremo Tribunal Federal, resolva a questão.
Será por meio de uma ADI-Ação Direta de Inconstitucionalidade que os possíveis insatisfeitos com a decisão tomada ontem pelo TSE ou com a emenda votada nas casas legislativas fazendo cair a verticalização - que poderá ser promulgada nos próximos dias pelo Senado - deverão recorrer ao STF. Espera-se que a maioria dos ministros do Supremo, se provocados a se manifestar, decidirão pela validade da emenda dos deputados e senadores, mas não para as eleições deste ano. Assim sendo, assim fica:
-Aprovada a decisão do TSE ficará prejudicada a costura, no plano federal, de uma possível coligação do PT - que será, ainda, obrigado a abrir mão de candidatura própria em alguns Estados para viabilizar alianças em torno da candidatura presidencial.- com o PMDB e demais partidos hoje aliados ao governo, como PTB, PL e PP. Há que se considerar, por outro lado, as naturais perdas de voto do partido do presidente - caso venha a se coligar com os partidos conservadores (PTB, PL e PP) - para uma possível candidatura de esquerda (PPS, PDT e P-SOL).
-Espera-se que, no plano estadual, o PSDB venha a fazer alianças com PMDB, PFL, PP, PTB e PL. Se algum desses partidos vier a se coligar com o PT, tais alianças ficam proibidas.
-Principal beneficiário do fim da verticalização - dos 80 deputados do partido, 78 votaram pelo seu fim -, o PMDB tem sua manutenção como o fator da maior perigo para diminuir o poder de fogo da legenda. Apresentando candidato próprio, coligado ou não, o partido poderia dar seu apoio a candidato do PT ou do PSDB em cada Estado, dependendo do que lhe for mais conveniente politicamente.
Será por meio de uma ADI-Ação Direta de Inconstitucionalidade que os possíveis insatisfeitos com a decisão tomada ontem pelo TSE ou com a emenda votada nas casas legislativas fazendo cair a verticalização - que poderá ser promulgada nos próximos dias pelo Senado - deverão recorrer ao STF. Espera-se que a maioria dos ministros do Supremo, se provocados a se manifestar, decidirão pela validade da emenda dos deputados e senadores, mas não para as eleições deste ano. Assim sendo, assim fica:
-Aprovada a decisão do TSE ficará prejudicada a costura, no plano federal, de uma possível coligação do PT - que será, ainda, obrigado a abrir mão de candidatura própria em alguns Estados para viabilizar alianças em torno da candidatura presidencial.- com o PMDB e demais partidos hoje aliados ao governo, como PTB, PL e PP. Há que se considerar, por outro lado, as naturais perdas de voto do partido do presidente - caso venha a se coligar com os partidos conservadores (PTB, PL e PP) - para uma possível candidatura de esquerda (PPS, PDT e P-SOL).
-Espera-se que, no plano estadual, o PSDB venha a fazer alianças com PMDB, PFL, PP, PTB e PL. Se algum desses partidos vier a se coligar com o PT, tais alianças ficam proibidas.
-Principal beneficiário do fim da verticalização - dos 80 deputados do partido, 78 votaram pelo seu fim -, o PMDB tem sua manutenção como o fator da maior perigo para diminuir o poder de fogo da legenda. Apresentando candidato próprio, coligado ou não, o partido poderia dar seu apoio a candidato do PT ou do PSDB em cada Estado, dependendo do que lhe for mais conveniente politicamente.
-Fechando aliança, no plano federal, com o PSDB, o PFL ficará impedido de fazer outras coligações nos Estados objetivando aumentar neles sua presença.
-PTB, PL e PP poderão avaliar, agora, se vale a pena coligar-se com o PT - nas eleições para a presidência - de maneira que isso não venha a atrapalhar seus planos nos Estados e suas tradicionais alianças com PSDB e PFL, opositores de Lula no plano federal. Aliados a Lula, para presidente, perderão sua importância regional e outras possíveis alianças.
-Já o PSB e o PC do B não poderão aliar-se ao PT no plano federal sem que os planos de sua coligação nos Estados fiquem prejudicados. Seus entraves a uma possível aliança com Lula residiam na preocupação com a cláusula de desempenho.
-PDT, PPS e P-SOL, finalmente, perdem a perspectiva de lançar candidato presidencial próprio sem colocar em risco seus esforços para vencer a cláusula de barreira na eleição proporcional, já que ficam proibidos de se coligar nos Estados.
-PTB, PL e PP poderão avaliar, agora, se vale a pena coligar-se com o PT - nas eleições para a presidência - de maneira que isso não venha a atrapalhar seus planos nos Estados e suas tradicionais alianças com PSDB e PFL, opositores de Lula no plano federal. Aliados a Lula, para presidente, perderão sua importância regional e outras possíveis alianças.
-Já o PSB e o PC do B não poderão aliar-se ao PT no plano federal sem que os planos de sua coligação nos Estados fiquem prejudicados. Seus entraves a uma possível aliança com Lula residiam na preocupação com a cláusula de desempenho.
-PDT, PPS e P-SOL, finalmente, perdem a perspectiva de lançar candidato presidencial próprio sem colocar em risco seus esforços para vencer a cláusula de barreira na eleição proporcional, já que ficam proibidos de se coligar nos Estados.
Fora a sopa de letrinhas [tantos P's que a gente se perde] há os interesses pessoais dos candidatos em diversos níveis. Vamos ter muita briga até o STF se pronunciar. E é briga pra ninguém botar defeito. É esperar pra ver.

