quinta-feira, janeiro 29, 2009

DE ADOLFO A EDUARDO: CHOQUE DE ORDEM

Um dia vieram e proibiram a venda de cerveja no Maracanâ. Como não assisto partidas de futebol, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e proibiram o consumo de cerveja no Maracanã. Como prefiro vinho, não me incomodei.
No terceiro dia, vieram e proibiram os bares das cercanias do Maracanã de vender cerveja. Como não ando por aquelas bandas, não me incomodei.
No quarto dia, proibiram a venda de bebidas alcoólicas em um raio de seis quilômetros do Maracanã. Aí já não adiantou mais nada: o povão preferiu assistir jogos de beisebol no Aterro do Flamengo....


[Adaptação do poeta Martin Niemöller: 14/01/1892 - 06/03/1984]

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Foi noticiado pela imprensa, dias atrás, o encontro das autoridades municipais com os responsáveis pelo carnaval de rua na cidade. Meu temor, amiga, é de que este encontro represente o início do fim dos folguedos momescos nesta terra de São Sebastião. 

Pior pra mim: de carnaval eu gosto.